O Sistema FAEP avaliou como positivo o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. A agropecuária paranaense deve ampliar o acesso a mercados internacionais.
Com base produtiva diversificada e competitiva, o Paraná possui condições de fortalecer sua presença global. A isenção de tarifas e cotas preferenciais deve impulsionar as exportações.
Em 2025, o Paraná exportou 4,2 milhões de toneladas de produtos agropecuários para a União Europeia. O volume rendeu mais de US$ 2 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.
Entre os principais produtos estão soja, milho e derivados, carnes de aves, suínos e bovinos, café em grãos e solúvel, frutas, hortaliças e produtos agroindustriais. Itens de maior valor agregado, como sucos e alimentos processados, também integraram a pauta.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou que o acordo permitirá continuidade do crescimento do agro paranaense. Ele afirmou que o setor deve gerar mais renda, empregos e investimentos.
Meneguette ressaltou que o Paraná ocupa posição estratégica para aproveitar oportunidades no mercado europeu. A qualidade e a capacidade dos produtores rurais reforçam esse potencial.
O acordo reduz custos de exportação de soja, carnes, café, açúcar, etanol e produtos florestais. Essa medida amplia a competitividade e fortalece a presença internacional.
Com tarifas menores, os produtos paranaenses devem concorrer em melhores condições com grandes exportadores, como os Estados Unidos. O bloco europeu deve retirar taxas sobre 92% das exportações do Mercosul de forma progressiva.
Apesar das oportunidades, o Sistema FAEP alerta para exigências rigorosas. O cumprimento das normas fitossanitárias e ambientais europeias exige rastreabilidade, certificação e práticas sustentáveis.
Essas exigências podem elevar custos de produção. No entanto, a adequação tende a agregar valor às exportações brasileiras e ampliar a credibilidade internacional.
Atualmente, as exportações paranaenses concentram-se na Ásia, especialmente na China. O acesso ampliado ao mercado europeu representa oportunidade estratégica para diversificar destinos e reduzir riscos comerciais futuros.
Meneguette destacou que a agropecuária paranaense já apresenta ganhos de escala, eficiência produtiva e elevados padrões sanitários. Esse perfil reforça a posição estratégica do Estado.
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O Sistema FAEP defende políticas públicas para apoiar produtores na adequação às exigências europeias. O setor precisará de crédito rural, seguro agrícola e investimentos em logística.
Meneguette afirmou que o trabalho conjunto com governos estadual e federal será essencial para diluir custos e garantir competitividade.
O acordo Mercosul-União Europeia abre novas perspectivas para o agro paranaense. O setor deve ampliar exportações, gerar empregos e fortalecer a economia estadual. Contudo, os ganhos dependem da capacidade de produtores e agroindústrias atenderem às exigências ambientais e fitossanitárias.
Fonte: FAEP – Assessoria
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