Alergia ao marido: mulher descobre reação após anos tentando engravidar; entenda a condição rara
Após repetidas tentativas de gestação, diagnóstico médico revelou alergia a proteínas do sêmen — condição incomum que pode afetar a fertilidade

Após anos tentando engravidar sem sucesso, uma mulher descobriu que tinha alergia ao sêmen do próprio marido. O caso expôs uma condição incomum que, apesar de rara, pode afetar a fertilidade do casal. Diante disso, especialistas destacam a importância de observar sintomas, buscar diagnóstico preciso e adotar um tratamento adequado.
O que é a alergia ao sêmen
A reação, conhecida como hipersensibilidade ao plasma seminal (HPS), ocorre quando o sistema imunológico reage às proteínas presentes no sêmen. Em outras palavras, o corpo interpreta essas proteínas como “invasores” e desencadeia uma resposta alérgica. Embora a condição não seja comum, ela aparece em diferentes graus e costuma passar despercebida por anos.
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Sintomas mais frequentes
Em geral, os sintomas surgem minutos após o contato com o sêmen. Além disso, eles variam de leves a moderados:
- Coceira, ardor ou sensação de queimação;
- Vermelhidão e inchaço na região genital;
- Desconforto durante ou após a relação sexual;
- Em casos raros, sintomas sistêmicos, como urticária ou falta de ar.
Como muitos desses sinais podem se confundir com infecções ou dermatites, casais muitas vezes demoram para relacioná-los à exposição ao sêmen. Por isso, observar o padrão dos sintomas e relatar ao médico faz diferença.
Como a condição afeta a fertilidade
A HPS não impede a ovulação nem a produção de espermatozoides. No entanto, ela pode atrapalhar as tentativas de concepção por causa do desconforto, da inflamação local e da necessidade de evitar o contato sem proteção. Assim, o casal acaba reduzindo a frequência das relações no período fértil. Em alguns casos, a inflamação interfere negativamente no trajeto dos espermatozoides.
Diagnóstico: por onde começar
O diagnóstico combina história clínica e testes específicos. Primeiramente, o médico avalia os sintomas e o timing em relação às relações sexuais. Em seguida, ele pode solicitar:
- Teste cutâneo com sêmen processado (sob supervisão);
- Exames de alergia a proteínas específicas;
- Avaliação ginecológica e, se necessário, urológica.
Além disso, o especialista costuma descartar causas comuns de dor e inflamação, como candidíase, vaginose e DSTs. Com isso, a equipe evita tratamentos incorretos e encurta o caminho até a solução.
Tratamentos e alternativas para engravidar
A abordagem depende da intensidade dos sintomas e do projeto reprodutivo do casal. Em linhas gerais, os médicos orientam:
- Barreiras físicas: preservativo reduz a exposição e alivia os sintomas;
- Antialérgicos: anti-histamínicos antes da relação podem diminuir reações leves;
- Dessensibilização: protocolo progressivo, em ambiente controlado, para adaptar a resposta do organismo às proteínas do sêmen;
- Reprodução assistida: inseminação intrauterina (IIU) com sêmen processado ou fertilização in vitro (FIV) quando a dessensibilização não resolve ou quando há outros fatores de infertilidade.
Portanto, o casal tem caminhos viáveis para manter a vida sexual ativa e, ao mesmo tempo, avançar no plano de ter filhos.
Quando buscar ajuda médica
Se os sintomas aparecem repetidamente após o contato com o sêmen, marque uma consulta com ginecologista, alergista ou imunologista. Nesse momento, leve um histórico simples: quando começaram os sintomas, quanto tempo duram, se o uso de preservativo reduz o incômodo e quais tratamentos já foram tentados. Com essas informações, o especialista acelera o diagnóstico e propõe um plano efetivo.
Por que o caso chama atenção
O relato reacende o debate sobre infertilidade e saúde sexual. Afinal, muitos casais atribuem a dificuldade em engravidar apenas a fatores hormonais ou à qualidade dos espermatozoides. No entanto, questões imunológicas também pesam no resultado. Ao reconhecer sinais e procurar orientação, a pessoa evita sofrimento desnecessário e encontra soluções mais cedo.
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Orientações práticas para o casal
- Observe o corpo: registre sintomas e correlacione com o ciclo e as relações;
- Converse com o médico: descreva o quadro e peça investigação de HPS, se fizer sentido;
- Ajuste a rotina: use preservativo enquanto define o tratamento;
- Considere apoio emocional: a jornada de fertilidade pode ser desgastante; terapia e grupos de apoio ajudam.
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Fonte: reportagem do portal Metrópoles
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