SAÚDE

Alergia ao marido: mulher descobre reação após anos tentando engravidar; entenda a condição rara

Após anos tentando engravidar sem sucesso, uma mulher descobriu que tinha alergia ao sêmen do próprio marido. O caso expôs uma condição incomum que, apesar de rara, pode afetar a fertilidade do casal. Diante disso, especialistas destacam a importância de observar sintomas, buscar diagnóstico preciso e adotar um tratamento adequado.

O que é a alergia ao sêmen

A reação, conhecida como hipersensibilidade ao plasma seminal (HPS), ocorre quando o sistema imunológico reage às proteínas presentes no sêmen. Em outras palavras, o corpo interpreta essas proteínas como “invasores” e desencadeia uma resposta alérgica. Embora a condição não seja comum, ela aparece em diferentes graus e costuma passar despercebida por anos.

Clique aqui para receber as notícias do 104.news

Sintomas mais frequentes

Em geral, os sintomas surgem minutos após o contato com o sêmen. Além disso, eles variam de leves a moderados:

  • Coceira, ardor ou sensação de queimação;
  • Vermelhidão e inchaço na região genital;
  • Desconforto durante ou após a relação sexual;
  • Em casos raros, sintomas sistêmicos, como urticária ou falta de ar.

Como muitos desses sinais podem se confundir com infecções ou dermatites, casais muitas vezes demoram para relacioná-los à exposição ao sêmen. Por isso, observar o padrão dos sintomas e relatar ao médico faz diferença.

Como a condição afeta a fertilidade

A HPS não impede a ovulação nem a produção de espermatozoides. No entanto, ela pode atrapalhar as tentativas de concepção por causa do desconforto, da inflamação local e da necessidade de evitar o contato sem proteção. Assim, o casal acaba reduzindo a frequência das relações no período fértil. Em alguns casos, a inflamação interfere negativamente no trajeto dos espermatozoides.

Diagnóstico: por onde começar

O diagnóstico combina história clínica e testes específicos. Primeiramente, o médico avalia os sintomas e o timing em relação às relações sexuais. Em seguida, ele pode solicitar:

  • Teste cutâneo com sêmen processado (sob supervisão);
  • Exames de alergia a proteínas específicas;
  • Avaliação ginecológica e, se necessário, urológica.

Além disso, o especialista costuma descartar causas comuns de dor e inflamação, como candidíase, vaginose e DSTs. Com isso, a equipe evita tratamentos incorretos e encurta o caminho até a solução.

Tratamentos e alternativas para engravidar

A abordagem depende da intensidade dos sintomas e do projeto reprodutivo do casal. Em linhas gerais, os médicos orientam:

  • Barreiras físicas: preservativo reduz a exposição e alivia os sintomas;
  • Antialérgicos: anti-histamínicos antes da relação podem diminuir reações leves;
  • Dessensibilização: protocolo progressivo, em ambiente controlado, para adaptar a resposta do organismo às proteínas do sêmen;
  • Reprodução assistida: inseminação intrauterina (IIU) com sêmen processado ou fertilização in vitro (FIV) quando a dessensibilização não resolve ou quando há outros fatores de infertilidade.

Portanto, o casal tem caminhos viáveis para manter a vida sexual ativa e, ao mesmo tempo, avançar no plano de ter filhos.

Quando buscar ajuda médica

Se os sintomas aparecem repetidamente após o contato com o sêmen, marque uma consulta com ginecologista, alergista ou imunologista. Nesse momento, leve um histórico simples: quando começaram os sintomas, quanto tempo duram, se o uso de preservativo reduz o incômodo e quais tratamentos já foram tentados. Com essas informações, o especialista acelera o diagnóstico e propõe um plano efetivo.

Por que o caso chama atenção

O relato reacende o debate sobre infertilidade e saúde sexual. Afinal, muitos casais atribuem a dificuldade em engravidar apenas a fatores hormonais ou à qualidade dos espermatozoides. No entanto, questões imunológicas também pesam no resultado. Ao reconhecer sinais e procurar orientação, a pessoa evita sofrimento desnecessário e encontra soluções mais cedo.

Clique aqui para receber as notícias do 104.news

Orientações práticas para o casal

  • Observe o corpo: registre sintomas e correlacione com o ciclo e as relações;
  • Converse com o médico: descreva o quadro e peça investigação de HPS, se fizer sentido;
  • Ajuste a rotina: use preservativo enquanto define o tratamento;
  • Considere apoio emocional: a jornada de fertilidade pode ser desgastante; terapia e grupos de apoio ajudam.


Fonte: reportagem do portal Metrópoles



Redação 104 News

Recent Posts

Direção perigosa: Motociclista foge da PM e acaba detido

Polícia Militar registra ocorrência de direção perigosa e desobediência após perseguição de motocicleta em alta…

11 horas ago

Dois crimes em menos de 24 horas em Goioerê

Polícia Militar registra furto em empresa e tentativa de homicídio com disparos de arma de…

13 horas ago

Novo episódio do Podcast Gerson Convida

Empresários destacam início das obras do Sesc Senac em Goioerê no Podcast Gerson Convida.

1 dia ago

Ratinho Junior ganha força no PSD para 2026

Governador do Paraná, Ratinho Junior, surge como principal nome do PSD para disputar a Presidência…

2 dias ago

Notas do Enem 2025 já estão disponíveis

Resultados do Enem 2025 foram divulgados pelo MEC e Inep. Estudantes podem consultar notas e…

2 dias ago

Goioerê lança curso técnico em Inteligência Artificial no Ensino Médio

Colégio Polivalente abre inscrições para Ensino Médio Profissional Integrado em Inteligência Artificial. Formação gratuita e…

2 dias ago