Após anos tentando engravidar sem sucesso, uma mulher descobriu que tinha alergia ao sêmen do próprio marido. O caso expôs uma condição incomum que, apesar de rara, pode afetar a fertilidade do casal. Diante disso, especialistas destacam a importância de observar sintomas, buscar diagnóstico preciso e adotar um tratamento adequado.
A reação, conhecida como hipersensibilidade ao plasma seminal (HPS), ocorre quando o sistema imunológico reage às proteínas presentes no sêmen. Em outras palavras, o corpo interpreta essas proteínas como “invasores” e desencadeia uma resposta alérgica. Embora a condição não seja comum, ela aparece em diferentes graus e costuma passar despercebida por anos.
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Em geral, os sintomas surgem minutos após o contato com o sêmen. Além disso, eles variam de leves a moderados:
Como muitos desses sinais podem se confundir com infecções ou dermatites, casais muitas vezes demoram para relacioná-los à exposição ao sêmen. Por isso, observar o padrão dos sintomas e relatar ao médico faz diferença.
A HPS não impede a ovulação nem a produção de espermatozoides. No entanto, ela pode atrapalhar as tentativas de concepção por causa do desconforto, da inflamação local e da necessidade de evitar o contato sem proteção. Assim, o casal acaba reduzindo a frequência das relações no período fértil. Em alguns casos, a inflamação interfere negativamente no trajeto dos espermatozoides.
O diagnóstico combina história clínica e testes específicos. Primeiramente, o médico avalia os sintomas e o timing em relação às relações sexuais. Em seguida, ele pode solicitar:
Além disso, o especialista costuma descartar causas comuns de dor e inflamação, como candidíase, vaginose e DSTs. Com isso, a equipe evita tratamentos incorretos e encurta o caminho até a solução.
A abordagem depende da intensidade dos sintomas e do projeto reprodutivo do casal. Em linhas gerais, os médicos orientam:
Portanto, o casal tem caminhos viáveis para manter a vida sexual ativa e, ao mesmo tempo, avançar no plano de ter filhos.
Se os sintomas aparecem repetidamente após o contato com o sêmen, marque uma consulta com ginecologista, alergista ou imunologista. Nesse momento, leve um histórico simples: quando começaram os sintomas, quanto tempo duram, se o uso de preservativo reduz o incômodo e quais tratamentos já foram tentados. Com essas informações, o especialista acelera o diagnóstico e propõe um plano efetivo.
O relato reacende o debate sobre infertilidade e saúde sexual. Afinal, muitos casais atribuem a dificuldade em engravidar apenas a fatores hormonais ou à qualidade dos espermatozoides. No entanto, questões imunológicas também pesam no resultado. Ao reconhecer sinais e procurar orientação, a pessoa evita sofrimento desnecessário e encontra soluções mais cedo.
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Fonte: reportagem do portal Metrópoles
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