Goioerê, PR – Um setor crucial para a economia paranaense vive momentos de tensão. Afinal, a Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), propôs incluir a tilápia na lista de espécies exóticas invasoras.
Essa iniciativa gerou grande alarme no Paraná, que lidera a produção nacional de tilápias. O Estado, responsável por 36% do total brasileiro, agora vê ameaçados milhares de empregos e toda a robusta cadeia produtiva que construiu.
Entenda: Tilápia em risco? Proposta ameaça cadeia produtiva no Paraná
Diante da crescente preocupação, o deputado federal Pedro Lupion, presidente reeleito da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), abordou o assunto, em Cascavel, na última quinta-feira (16)durante Encontro de Núcleos Cooperativos da Ocepar. Lupion reforçou o firme compromisso da bancada em defender a piscicultura e o agronegócio. Por conseguinte, ele garantiu que o setor não será prejudicado por decisões sem embasamento na realidade produtiva do país.
A fala de Lupion, direcionada a presidentes e líderes cooperativistas da região Oeste do Paraná, ressoou como um forte posicionamento. Ele defendeu um modelo de sucesso que se consolidou com investimentos massivos e tecnologia de ponta.
“Não existe a menor possibilidade de que a tilápia seja considerada uma espécie invasora. Nós vamos trabalhar intensamente para que ela seja reconhecida pela sua importância comercial e econômica”, declarou Lupion. Ele estendeu sua defesa, mencionando outros produtos também em discussão: “Da mesma forma, defendemos o camarão e outras culturas como o pinus e o eucalipto. São produtos que, embora não sejam nativos, possuem importância econômica consolidada e são manejados com responsabilidade.“
A preocupação de Lupion e do setor é clara: a Conabio, ao discutir a inclusão da tilápia, do camarão, do pinus e do eucalipto na lista, desconsidera o valor econômico, social e as boas práticas de manejo já adotadas.
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A piscicultura é um motor para o Oeste do Paraná. Inclusive, a região abriga estruturas de ponta, por exemplo, a moderna produção de alevinos da Copacol, em Quarto Centenário. Além disso, a C.Vale possui o maior abatedouro de tilápias do Brasil. O Estado viu suas exportações de tilápia dispararem, com um crescimento impressionante de 94% em valor e 68% em volume entre 2023 e 2024. Este avanço, portanto, gerou mais de 2.200 empregos diretos e indiretos, transformando a piscicultura em um pilar econômico e social vital.
Classificar a tilápia como “espécie invasora” representaria um golpe devastador. De fato, tal medida geraria incertezas, frearia investimentos e impactaria diretamente a renda de milhares de famílias.
Para o setor, a tilápia é uma espécie “domesticada”, cultivada há mais de 25 anos sob controle e autorização do Ibama. Os produtores, consequentemente, argumentam que as modernas práticas de piscicultura, com sistemas controlados e monitoramento rigoroso, minimizam os riscos ambientais de forma eficaz.
A FPA, que congrega cerca de 350 parlamentares e é reconhecida como a mais influente do Congresso, tem um histórico de lutas contra a burocracia excessiva. Lupion criticou duramente a lentidão no licenciamento ambiental. Ele citou a Ferrogrão, um projeto que se arrasta há mais de 30 anos, e os constantes entraves para licenças de irrigação e silos, que deveriam ser simples e ágeis.
“Não é possível que sigamos enfrentando burocracias que paralisam o país“, desabafou o presidente da FPA. “Essa mentalidade, que também se manifesta na tentativa de rotular de forma equivocada o que é essencial para nossa produção, é um obstáculo real ao desenvolvimento.“
Pedro Lupion, que também é vice-presidente da Frente das Cooperativas, destacou a importância da união do setor. “Nós estamos todos juntos nesta batalha para melhorar a vida dos nossos produtores e fazer nosso negócio crescer a cada dia“, afirmou. Ele enalteceu o orgulho do cooperativismo brasileiro e a força das lideranças presentes.
A expertise e o apoio técnico da FPA vêm do Instituto Pensar Agro (IPA). Este instituto reúne 59 entidades do setor produtivo e cooperativas, contando com o apoio crucial da OCB/Ocepar. Essa parceria é fundamental, aliás, para levar argumentos técnicos e realistas aos debates em Brasília.
O deputado lembrou vitórias importantes, por exemplo, a inclusão do “Ato Cooperativo” na Reforma Tributária. Essa medida impediu a tributação de operações internas das cooperativas. Foi uma batalha intensa que contou, inclusive, com a atuação decisiva da senadora Teresa Cristina e da bancada.
A mensagem final de Pedro Lupion transmitiu otimismo e compromisso. A FPA e o setor agropecuário permanecerão vigilantes. Visto que buscam políticas públicas baseadas na ciência, no bom senso e na realidade econômica e social do país. A defesa da tilápia, do camarão, do pinus e do eucalipto – e de todo o agronegócio – representa, portanto, a defesa de um Brasil que produz, emprega e alimenta.
A decisão da Conabio será determinante. O setor espera que o diálogo e a compreensão das necessidades produtivas prevaleçam. Isso, sem dúvida, garantirá a continuidade do desenvolvimento do Paraná e do Brasil como potências globais de alimentos.
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