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Aproveitamento de resíduos ganha estudo inédito

Estudo inédito mapeia aproveitamento de resíduos no Brasil. Pesquisa revela que 95% do lixo domiciliar ainda não retorna à economia.

Redação 104 News

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Aproveitamento de resíduos ganha estudo inédito

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Um estudo já em andamento quer identificar todo o resíduo descartado no país. Esse material pode voltar à economia na forma de matéria-prima. Para isso, uma empresa privada contratou o diagnóstico mais completo sobre o potencial de aproveitamento de resíduos no Brasil. A Marquise Ambiental tem interesse na riqueza presente em aterros e lixões. O diretor-presidente Hugo Nery explica a dimensão do problema. De acordo com ele, o Brasil gera 215 mil toneladas de resíduos domésticos por dia. Contudo, o país aproveita apenas 5% desse total. Em outras palavras, 95% do lixo ainda vai para descarte inadequado. “Reaproveitar matéria-prima é mais do que uma necessidade ambiental”, afirma Nery. “É uma necessidade real de não desperdiçar”, completa o empresário.

Pesquisa coleta amostras em diferentes cidades

Na primeira fase do estudo, os pesquisadores coletaram amostras dos resíduos gerados em várias cidades. Em seguida, eles realizaram uma análise chamada de gravimetria. Essa etapa revelou quais materiais compõem o lixo urbano brasileiro. Os resultados surpreenderam os especialistas. De acordo com a pesquisa, mais de 50% do que a população descarta é alimento. Além disso, a composição inclui 13% de plástico, 17% de papel e papelão. O vidro representa 9% do total descartado. Outros produtos completam a fração restante. Hugo Nery explica que essa composição se repete em todo o Brasil. Porém, conhecer a composição não basta para entender o cenário real.

Demanda por material reciclável também entra na conta

O empresário ressalta a importância de compreender a demanda por esses materiais. A pesquisa também vai mostrar quais produtos já têm mercado definido. Depois disso, o estudo identificará como esse mercado funciona. Por exemplo: quem são os participantes da cadeia de reciclagem? Ainda mais importante: o que ainda podemos incluir na economia? Atualmente, muito material descartado nos lares não chega a esse mercado. Dessa forma, o diagnóstico completo orientará políticas públicas e investimentos privados. Assim, o país poderá avançar na economia circular.

Finep financia pesquisa com R$ 84 milhões

A pesquisa receberá crédito do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico Tecnológico (FNDCT). A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) gerencia os recursos. Paulo José Resende, gerente de Transição Energética da Finep, explica o modelo. Segundo ele, o financiamento permite que empresas ganhem competitividade e eficiência. Além disso, a sociedade também colhe benefícios diretos. Ao todo, a Finep concedeu R$ 84 milhões em crédito. Esse valor contempla dois projetos integrados. O primeiro é a pesquisa com previsão de entrega em setembro. O segundo é um Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR) em Aquiraz (CE). Essa unidade ficará a 30 km de Fortaleza. De acordo com Hugo Nery, a estrutura incluirá compostagem, tratamento de chorume e triagem de resíduos.

Programa oferece R$ 150 milhões não reembolsáveis

A Finep seleciona projetos de forma criteriosa. A análise considera capacidade de endividamento e proposta de inovação. Além disso, avalia os avanços tecnológicos e os benefícios socioambientais. A dotação para projetos de ciência e tecnologia chega a R$ 30 bilhões este ano. Por fim, o programa Mais Inovação Brasil oferece outra linha de apoio. Os recursos desse programa não exigem reembolso. “É o recurso mais nobre que o governo brasileiro oferece”, afirma Resende. Com esse apoio, as empresas podem desenvolver tecnologias mais ousadas e incertas. A segunda rodada de seleção vai até 31 de agosto. Nessa etapa, a Finep oferta R$ 150 milhões. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) estima R$ 108 bilhões no total do programa.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

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