O atentado em Campo Mourão pode ter tido um alvo específico. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Veridiana Gaya Menin Machado Sate (foto – redes sociais), de 40 anos, era o objetivo do atirador. Enquanto isso, as demais vítimas teriam sido atingidas durante os disparos.
O superintendente da 16ª Subdivisão Policial (SDP), Rodrigo Diari, apresentou a principal linha de investigação. Segundo ele, as equipes ainda apuram o caso e podem confirmar ou descartar essa hipótese ao longo do inquérito.
Além disso, a Polícia Civil identificou um adolescente de 15 anos como principal suspeito de executar o ataque.
Conforme as investigações, o jovem mantém um histórico de conflitos com um grupo do qual Veridiana faria parte. Ainda segundo a polícia, integrantes desse grupo tentaram matar o adolescente há cerca de dois anos.
Como a tentativa não teve sucesso, a mãe do jovem acabou agredida. Por isso, os investigadores acreditam que o ataque possa ter sido motivado por vingança.
Apesar dessa hipótese, a Polícia Civil destaca que ainda reúne provas antes de concluir o inquérito.
Segundo os investigadores, não existem indícios de que as outras vítimas mantinham qualquer ligação com atividades criminosas ou integravam o conflito investigado.
Dessa forma, a polícia acredita que elas estavam no estabelecimento quando o adolescente efetuou diversos disparos.
O atentado matou Márcio Bertholdi Geraldo, de 43 anos, e Michael Zachytko Cavalcante, de 38 anos. Além disso, outras três pessoas ficaram feridas, entre elas Veridiana, que permanece internada em estado grave.
Durante as diligências, a Polícia Civil analisou imagens do sistema de monitoramento do condomínio onde mora o adolescente.
As gravações mostram o suspeito deixando o apartamento pouco antes do atentado. Segundo a investigação, ele usava roupas semelhantes às registradas durante o crime, incluindo uma blusa com detalhes camuflados e um gorro vermelho.
Depois do ataque, as câmeras registraram o retorno do adolescente ao condomínio com roupas diferentes. Em seguida, ele deixou o local novamente em um Ford Fusion conduzido, conforme a investigação, pela namorada.
Mesmo após diversas diligências, as equipes ainda não localizaram o adolescente.
Durante as buscas em um apartamento na Avenida Ney Braga, os policiais encontraram aproximadamente 500 metros de cordel detonante, munições de calibre .38, porções de entorpecentes e uma peça de roupa semelhante à utilizada pelo suspeito no dia do atentado.
A mãe do adolescente autorizou a entrada das equipes e informou que o filho não estava no imóvel.
Diante do material encontrado, os policiais prenderam a mulher em flagrante. Agora, a Polícia Civil investiga a possível participação dela no caso e a relação dos objetos apreendidos com o atentado.
Após identificar o adolescente como principal suspeito, a Polícia Civil acionou a Polícia Militar para reforçar as diligências.
Equipes do Serviço Reservado, da ROTAM e da Rádio Patrulha participaram da operação. Além disso, os policiais reuniram novas provas para fortalecer a investigação.
Por fim, as forças de segurança continuam as buscas pelo adolescente. Enquanto isso, a Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação do atentado e identificar possíveis envolvidos. A corporação reforça que a hipótese de Veridiana ter sido o alvo dos disparos ainda depende da conclusão do inquérito policial.
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