A Operação Big Fisch ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (8). A Polícia Civil do Paraná já havia prendido dois vereadores ontem (7). Pela manhã, a corporação divulgou alguns números parciais da ofensiva. Agora, no início da tarde, os delegados responsáveis concederam entrevista coletiva. Eles apresentaram os números finais da ação contra os jogos de azar. A operação prendeu 61 pessoas ao todo. As equipes atuaram em 27 cidades de cinco estados diferentes. Além disso, mais de 330 policiais civis participaram da megaoperação. Três aeronaves auxiliaram nos deslocamentos e no monitoramento. Portanto, a estrutura ficou entre as maiores da história recente da corporação.
A operação cumpriu 85 mandados de prisão preventiva. Os policiais também executaram 102 mandados de busca e apreensão. Por fim, a Justiça determinou 184 ordens de bloqueio de contas bancárias. Essas medidas visam o sequestro de R$ 1,5 bilhão. Entre os presos, estão as principais lideranças do grupo criminoso. Dois vereadores (Vitor Hugo, de Cianorte, e Marcelo Gaucho, de Goioerê) continuam detidos. Ademais, membros dos núcleos financeiro e operacional também estão sob custódia. Nos endereços-alvo, os agentes encontraram dinheiro em reais, dólares e euros. Eles também apreenderam máquinas caça-níqueis, armas de fogo e munições. Celulares e documentos completam o material recolhido.
A Polícia Civil realizou o sequestro de 132 veículos avaliados em R$ 11 milhões. Entre eles, dezenas de caminhonetes de diversas marcas. Os agentes também sequestraram 111 imóveis avaliados em R$ 32,9 milhões. Mais de cem cabeças de gado totalizam R$ 43,9 milhões. Dessa forma, as apreensões em bens ultrapassam R$ 88 milhões. A polícia ainda removeu 21 sites de apostas ilegais da internet. O delegado Ricardo Monteiro de Toledo afirmou que esses são os dois maiores grupos do país. Eles se associaram para praticar diversos tipos penais. O grupo firmou parcerias com outras organizações criminosas. Consequentemente, o sistema de jogo chegou a 19 estados brasileiros.
A ofensiva começou após uma investigação de mais de três anos. O caso teve início na cidade de Grandes Rios, Norte do Paraná. Na ocasião, a polícia apreendeu seis aparelhos eletrônicos. A perícia técnica extraiu informações valiosas desses equipamentos. Então, os investigadores identificaram uma empresa sediada em Apucarana. Essa empresa criou um software para transmissão dos jogos ilegais. O sistema registrava todas as informações da atividade criminosa. A PCPR e o MPPR analisaram mais de 2,6 terabytes de dados. Eles também examinaram mais de 520 mil operações financeiras. Para isso, realizaram 57 afastamentos de sigilo bancário. Ademais, obtiveram 62 afastamentos de sigilo fiscal.
Grupo movimentou R$ 2 bilhões em quatro anos
O grupo criminoso atuou de forma ordenada por mais de dez anos. Ele possuía milhares de pontos de exploração de jogos ilegais. Desse total, 15 mil pontos dedicavam-se ao jogo do bicho. O delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues revelou os números das movimentações. O grupo movimentou mais de R$ 2 bilhões em quatro anos. Foram 522.753 operações financeiras registradas no período. O centro da lavagem de dinheiro funcionava em Cianorte. Os investigados usavam contas de laranjas para ocultar a origem do dinheiro. Eles também utilizavam fintechs e empresas facilitadoras de pagamento. O grupo mantinha uma empresa de TI dedicada ao desenvolvimento de sistemas. Técnicos trabalhavam diuturnamente na manutenção de sites e softwares. O promotor Filipe Assis Coelho explicou o funcionamento do núcleo tecnológico. Esse núcleo criou um sistema que permitiu apostas online. As plataformas digitais ofereciam desde apostas esportivas até o jogo do Tigrinho.
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