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C.Vale orienta dessecação das lavouras de soja para padronizar colheita e elevar a qualidade dos grãos

Com a colheita se aproximando, cooperativa recomenda dessecação pré-colheita para melhorar uniformidade, reduzir impurezas e facilitar a logística

Redação 104 News

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C.Vale orienta dessecação das lavouras de soja  para padronizar colheita e elevar a qualidade dos grãos
Foto: Breno Lobato/Divulgação Embrapa

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A poucos dias do início da colheita em diversas regiões do Paraná e do sul de Mato Grosso do Sul, a C.Vale reforça a importância da dessecação pré-colheita e do manejo rigoroso de plantas daninhas nas lavouras de soja. Segundo o supervisor agronômico da cooperativa, Fernando Taffarel Zanelato, a prática padroniza a maturação, diminui a interferência de invasoras no momento da colheita e, sobretudo, contribui para entregar grãos mais limpos e uniformes à indústria. Além disso, o especialista chama a atenção para infestações relevantes observadas a campo, o que, por sua vez, exige ações técnicas imediatas por parte dos produtores.

Principais pontos

  • Antes de mais nada, a dessecação visa uniformizar a lavoura e reduzir impurezas no grão colhido.
  • Além disso, a C.Vale alerta para a presença de espécies como buva, caruru, picão-preto, trapoeiraba, leiteiro, pé‑de‑galinha e milho tiguera.
  • Por outro lado, a permanência dessas plantas daninhas até a colheita aumenta perdas por competição e contaminação da massa de grãos.
  • Por fim, a cooperativa recomenda buscar orientação técnica para definir o momento e os produtos mais adequados, desde o pré-plantio até a pré-colheita.

Por que a dessecação é importante neste momento da safra

À medida que a cultura caminha para o fim do ciclo, a maturação naturalmente ocorre de forma desigual entre talhões e, até mesmo, dentro do mesmo talhão. Desse modo, a dessecação pré-colheita torna-se uma ferramenta útil para:

  • Uniformizar a maturação das plantas, o que, consequentemente, facilita o planejamento da colheita;
  • Reduzir a interferência de plantas daninhas ainda verdes, o que, portanto, diminui a umidade e a impureza na massa de grãos;
  • Minimizar perdas em colhedoras, já que, em síntese, a palhada mais seca melhora o fluxo de material;
  • Aumentar a qualidade dos grãos, o que, afinal, pode impactar positivamente em bonificações e descontos na entrega.

Em outras palavras, ao padronizar a lavoura, o produtor otimiza sua janela de colheita e, ao mesmo tempo, protege indicadores de qualidade na recepção.

Plantas daninhas em foco: onde está o risco

De acordo com a C.Vale, as áreas têm registrado presença significativa de Buva, Caruru, Picão-preto, Trapoeiraba, Leiteiro, Pé‑de‑galinha, Milho tiguera, Vassourinha e sorgo‑de‑alepo, entre outras.

Essas espécies, em maior ou menor grau, competem por luz, água e nutrientes. Como resultado, há redução do potencial produtivo e, não raro, queda na produtividade final das lavouras. Além disso, a presença de sementes e partes vegetativas na colheita eleva o nível de impurezas, o que, por sua vez, prejudica a qualidade do lote e pode acarretar descontos na classificação. Vale destacar que certas espécies são consideradas de grande importância quarentenária e demandam manejo criterioso para evitar disseminação.

Recomendações de manejo: do pré-plantio à pré-colheita

Para reduzir a pressão de plantas daninhas neste e nos próximos ciclos, a orientação técnica da C.Vale enfatiza um programa contínuo de manejo. Assim sendo:

  1. No pré-plantio
  • Utilize herbicidas pré-emergentes com mecanismos de ação distintos;
  • Ademais, associe moléculas de forma rotacionada para retardar a seleção de biótipos resistentes;
  • Paralelamente, faça controle mecânico quando viável, principalmente em faixas e bordaduras.
  1. No pós-emergência
  • Faça aplicações em estádios-alvo, preferencialmente com plantas daninhas jovens;
  • Além disso, ajuste volume de calda, ponta, pressão e cobertura, garantindo efetividade;
  • Sempre que possível, integre práticas culturais (rotação de culturas e aumento de cobertura de solo).
  1. Na pré-colheita (dessecação)
  • Antes de tudo, defina o timing: observe a maturação fisiológica da soja e a umidade de grãos;
  • Em seguida, selecione produtos registrados e adequados ao objetivo (secagem da cobertura e encerramento da cultura);
  • Ainda, respeite intervalos de segurança, condições climáticas e recomendações de bula;
  • Por fim, monitore o resultado e ajuste o plano para as próximas áreas.

Em resumo, o sucesso do manejo depende de decisão técnica, janela correta e, sobretudo, disciplina operacional.

A colheita da soja também pode ser feita sem dessecação, mas o produtor deve levar em conta os benefícios dessa prática, aliado às informações de previsão de tempo e ainda avaliar os riscos envolvidos, antes da tomada de decisões. Foto: Divulgação Syngenta

Impacto direto na qualidade e na armazenagem

Quando a dessecação é feita no momento certo, a colheita tende a ocorrer com menor teor de umidade de plantas daninhas e, consequentemente, com menores níveis de impurezas. Nesse contexto, a massa de grãos chega mais limpa às Unidades de Recebimento, o que, além de reduzir custos de limpeza e secagem, também facilita a armazenagem. Do mesmo modo, a padronização dos lotes contribui para a qualidade industrial, favorecendo o destino e a valorização do produto no mercado.

O que observar no campo antes de decidir

  • Estádio da soja: avalie maturação fisiológica e cor das vagens;
  • Pressão de infestação: identifique espécies predominantes e seu estágio;
  • Previsão do tempo: evite aplicações com risco de chuva imediata ou temperaturas extremas;
  • Intervalo de segurança: respeite carências e prazos para uma colheita segura;
  • Logística: por fim, alinhe maquinário e equipe para colher no ponto ideal.

Orientação técnica e próximos passos

Diante do cenário descrito, a C.Vale reforça que o produtor procure a equipe técnica da cooperativa. Afinal, cada área tem histórico, banco de sementes e nível de resistência distintos. Portanto, uma recomendação personalizada garantirá, ao mesmo tempo, eficiência agronômica e segurança operacional. Em última análise, essa combinação protege a produtividade e a qualidade dos grãos entregues à cooperativa.


Caixa de perguntas frequentes (FAQ)

Por que consultar assistência técnica? Para ajustar moléculas, doses e tecnologia de aplicação ao histórico da área, estágio fenológico e pressão de daninhas, garantindo eficiência e segurança.

O que é a dessecação da soja? É a aplicação de dessecantes antes da colheita para uniformizar a maturação das plantas e facilitar a operação, reduzindo impurezas e perdas.

Quando realizar a dessecação? Próximo ao ponto de colheita, conforme recomendação técnica para o estágio da lavoura. O timing correto evita impactos na qualidade e na conformidade de resíduos.

Quais daninhas mais preocupam nesta safra? Buva, caruru, picão-preto, trapoeraba, leiteiro, milho tiguera, capim-pé-de-galinha, vassourinha e sorgo-de-alepo demandam manejo integrado e monitoramento constante.

A dessecação substitui o manejo de daninhas? Não. A dessecação ajuda na uniformidade e operação de colheita, mas o controle de daninhas deve começar no pré-plantio e seguir com pré e pós-emergentes.

Fonte: Entrevista e orientações técnicas de Fernando Taffarel Zanelato, supervisor agronômico da C.Vale.

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