ESPECIAL

Canetas Emagrecedoras – Parte 02: Sucesso ou Risco sem Acompanhamento?


A busca por um emagrecimento eficaz e rápido cresce constantemente. Por isso, muitas pessoas procuram soluções inovadoras. Entre elas, encontram-se os medicamentos injetáveis, popularmente conhecidos como “canetinhas”. No programa Almanaque 104 FM, a nutricionista Renata Della Riva discutiu este tema destacando a importância do acompanhamento profissional. Afinal, isso garante não só a perda de peso, mas também a saúde e a sustentabilidade dos resultados.

Renata Della Riva possui vasta experiência e tem acompanhado diversos pacientes. A nutricionista enfatizou que, embora essas medicações revolucionem o mercado, não são soluções mágicas. Tampouco se aplicam a todos os casos. A especialista ressaltou que a “canetinha não faz nada sozinha”. Consequentemente, ela alerta para os riscos da automedicação e da falta de orientação.

Por que a “Canetinha” se tornou tão popular?

Esses injetáveis atuam no controle de apetite e desejo. Por isso pode ser um grande aliado para quem luta contra a obesidade e ajuda em outras condições de saúde. Segundo Renata, para pessoas com obesidade severa, a medicação pode ser a “última opção”. Isso ocorre, por exemplo, antes de uma cirurgia bariátrica. A medicação pode desinflamar o organismo. Além disso, melhora quadros como infertilidade ou candidíase crônica. A nutricionista observou esses benefícios em alguns de seus pacientes.

Ela mencionou pacientes que usaram a medicação para tratar infertilidade. Outros, por sua vez, adotaram jejuns mais longos e reduziram o açúcar. Eles trataram candidíase persistente por anos. Surpreendentemente, a condição não voltou, mesmo após parar o medicamento e reintroduzir o açúcar moderadamente. Para Renata, portanto, esses medicamentos têm apresentado apenas benefícios até o momento.

A medicação retarda o esvaziamento gástrico. Em outras palavras, isso prolonga a sensação de saciedade e diminui a fome. Consequentemente, a ingestão de alimentos é afetada. No entanto, o acompanhamento é crucial neste ponto e sem reeducação alimentar e mudanças de hábitos, os resultados são temporários. Renata Della Riva alertou que a medicação sem acompanhamento é como “emprestar um corpo que sonha”. Ou seja, ao parar de usar, a pessoa tende a voltar ao estado anterior se não houver mudança de hábitos.


Receba mais informações como esta – clique aqui e siga nosso canal no WhatsApp

Os perigos da automedicação e da falta de orientação

Um dos pontos mais críticos é o uso indiscriminado das “canetinhas”. Afinal, sem supervisão médica e nutricional, há riscos consideráveis. A nutricionista, então, abordou os seguintes perigos.

  1. Perda de massa magra: Muitos usuários comem menos. Dessa forma, eles acabam perdendo massa muscular em vez de gordura. Isso é prejudicial ao metabolismo e à saúde geral. Ela enfatiza a importância de ter cuidado. O objetivo, portanto, é não perder mais massa magra que gordura.
  2. Deficiências nutricionais: A ingestão alimentar pode diminuir drasticamente. Em consequência, isso leva à falta de vitaminas e minerais essenciais. Cabelo pode cair, assim como tonturas e fraqueza podem surgir. Outros problemas de saúde também podem surgir.
  3. Constipação e problemas intestinais: A baixa ingestão de fibras e líquidos causa constipação severa. Renata explicou que só comer fibra sem beber água não ajuda. A pessoa, assim, não conseguirá ir ao banheiro normalmente.
  4. Interferência com anticoncepcionais: A medicação pode afetar a absorção de anticoncepcionais orais. Este é um dado preocupante. Por isso, pode levar a gestações inesperadas. A nutricionista relatou vários casos. Por exemplo, pacientes usavam a medicação para emagrecer. Acabaram descobrindo gravidez devido à alteração na absorção do anticoncepcional.
  5. Piora de condições pré-existentes: Pessoas com gastrite, por exemplo, sofrem mais. Ficar muito tempo sem comer e depois beber café agrava o quadro. A combinação de jejum prolongado com alimentação inadequada, portanto, pode prejudicar o estômago.
  6. Efeito sanfona: Sem mudança de hábitos, o peso pode voltar. Ao interromper o medicamento, a pessoa recupera o peso. Frequentemente, ganha mais gordura que massa magra. A especialista adverte: se não há acompanhamento, perde-se massa magra. Ao parar a medicação, por outro lado, ganha-se apenas gordura.

O papel essencial do nutricionista e a mudança de hábitos

Renata Della Riva reforça o papel fundamental do nutricionista. Ele não só ajusta a alimentação, como ensina o paciente a ter uma nova relação com a comida, suprindo as necessidades de um corpo que come menos.

Para um resultado duradouro é necessário adotar hábitos saudáveis

Estratégias nutricionais essenciais:

  • Priorizar Proteínas: É crucial ingerir proteínas magras. Frango, peixe, ovos e whey protein, por exemplo, ajudam a preservar a massa muscular.
  • Fibras e Hidratação: São essenciais para a saúde intestinal. Elas também evitam a constipação, um efeito colateral comum. Portanto, recomenda-se beber bastante água e adicionar fibras (como chia) à dieta.
  • Equilíbrio de Macronutrientes: Mesmo com menos fome, é vital consumir carboidratos e gorduras saudáveis. Eles fornecem energia e, ademais, evitam tonturas e fadiga.
  • Suplementação Inteligente: Exames básicos identificam deficiências. Suplementos, como ômega 3, corrigem essas faltas. Isso garante o bem-estar do paciente.
  • Acompanhamento Multidisciplinar: Em casos de obesidade severa ou emocional, o acompanhamento psicológico é vital. Ele é tão importante quanto o nutricional e médico. A nutricionista questiona: “Não é só o que come ou não. Mas por que come tanto? Por que chegou a este ponto?“. Assim, ela aponta a complexidade do problema.

Paciência e processo: O caminho para o sucesso

A nutricionista também abordou o “imediatismo” da sociedade. Muitas pessoas buscam resultados rápidos, contudo, o emagrecimento saudável é um processo que exige paciência. Ela explicou que a medicação pode acelerar o emagrecimento, porém, anos de maus hábitos não se revertem em poucos meses.

Com o suporte correto, o paciente desenvolve novos hábitos. Esses hábitos alimentares e de vida, por conseguinte, se sustentam a longo prazo. A “canetinha” atua como facilitador, mas a verdadeira transformação, no entanto, vem da mudança de comportamento. Vem também do conhecimento sobre o próprio corpo e suas necessidades.

Você pensa em usar medicamentos para emagrecer? Já está em tratamento? O conselho da nutricionista é claro: procure profissionais de saúde de confiança.

Para mais informações sobre alimentação e saúde, siga a nutricionista Renata Della Riva no Instagram

www.instagram.com

A saúde é um bem precioso. Portanto, ela merece ser cuidada com responsabilidade. Busque sempre a orientação dos melhores especialistas.


Leia mais:

Elisangela Gloor

Recent Posts

Piracanjuba inaugura uma das maiores fábricas de queijo do País no Paraná

Nova unidade em São Jorge do Oeste processará 1,2 milhão de litros de leite por…

6 horas ago

7º BPM lança Operação Omnis e Força Total em Goioerê

Operação Omnis e Força Total XXV foram lançadas na Praça Luigi de Paoli. Ações seguem…

6 horas ago

O erro número 1 das pequenas empresas no marketing

Empresas que focam apenas no "o quê" perdem espaço para as que contam histórias e…

8 horas ago

Educa Juntos entrega Chromebooks a nove municípios no NRE de Goioerê

Educa Juntos entregou kits de Chromebook para escolas de Goioerê, Moreira Sales, Mariluz, Juranda, Rancho…

9 horas ago

IFPR celebra autonomia do campus de Goioerê em solenidade nesta sexta-feira

Ato simbólico de mudança de tipologia ocorre às 11h15 no campus da PR-180. Reitor do…

10 horas ago

Projeto inédito conecta UTIs do Paraná ao Pequeno Príncipe para salvar bebês com cardiopatias

Projeto inédito da Sesa investe R$ 3 milhões em tecnologia de telemedicina. Robôs de telepresença…

15 horas ago