A busca por um emagrecimento eficaz e rápido cresce constantemente. Por isso, muitas pessoas procuram soluções inovadoras. Entre elas, encontram-se os medicamentos injetáveis, popularmente conhecidos como “canetinhas”. No programa Almanaque 104 FM, a nutricionista Renata Della Riva discutiu este tema destacando a importância do acompanhamento profissional. Afinal, isso garante não só a perda de peso, mas também a saúde e a sustentabilidade dos resultados.
Renata Della Riva possui vasta experiência e tem acompanhado diversos pacientes. A nutricionista enfatizou que, embora essas medicações revolucionem o mercado, não são soluções mágicas. Tampouco se aplicam a todos os casos. A especialista ressaltou que a “canetinha não faz nada sozinha”. Consequentemente, ela alerta para os riscos da automedicação e da falta de orientação.
Esses injetáveis atuam no controle de apetite e desejo. Por isso pode ser um grande aliado para quem luta contra a obesidade e ajuda em outras condições de saúde. Segundo Renata, para pessoas com obesidade severa, a medicação pode ser a “última opção”. Isso ocorre, por exemplo, antes de uma cirurgia bariátrica. A medicação pode desinflamar o organismo. Além disso, melhora quadros como infertilidade ou candidíase crônica. A nutricionista observou esses benefícios em alguns de seus pacientes.
Ela mencionou pacientes que usaram a medicação para tratar infertilidade. Outros, por sua vez, adotaram jejuns mais longos e reduziram o açúcar. Eles trataram candidíase persistente por anos. Surpreendentemente, a condição não voltou, mesmo após parar o medicamento e reintroduzir o açúcar moderadamente. Para Renata, portanto, esses medicamentos têm apresentado apenas benefícios até o momento.
A medicação retarda o esvaziamento gástrico. Em outras palavras, isso prolonga a sensação de saciedade e diminui a fome. Consequentemente, a ingestão de alimentos é afetada. No entanto, o acompanhamento é crucial neste ponto e sem reeducação alimentar e mudanças de hábitos, os resultados são temporários. Renata Della Riva alertou que a medicação sem acompanhamento é como “emprestar um corpo que sonha”. Ou seja, ao parar de usar, a pessoa tende a voltar ao estado anterior se não houver mudança de hábitos.
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Um dos pontos mais críticos é o uso indiscriminado das “canetinhas”. Afinal, sem supervisão médica e nutricional, há riscos consideráveis. A nutricionista, então, abordou os seguintes perigos.
Renata Della Riva reforça o papel fundamental do nutricionista. Ele não só ajusta a alimentação, como ensina o paciente a ter uma nova relação com a comida, suprindo as necessidades de um corpo que come menos.
Estratégias nutricionais essenciais:
A nutricionista também abordou o “imediatismo” da sociedade. Muitas pessoas buscam resultados rápidos, contudo, o emagrecimento saudável é um processo que exige paciência. Ela explicou que a medicação pode acelerar o emagrecimento, porém, anos de maus hábitos não se revertem em poucos meses.
Com o suporte correto, o paciente desenvolve novos hábitos. Esses hábitos alimentares e de vida, por conseguinte, se sustentam a longo prazo. A “canetinha” atua como facilitador, mas a verdadeira transformação, no entanto, vem da mudança de comportamento. Vem também do conhecimento sobre o próprio corpo e suas necessidades.
Você pensa em usar medicamentos para emagrecer? Já está em tratamento? O conselho da nutricionista é claro: procure profissionais de saúde de confiança.
Para mais informações sobre alimentação e saúde, siga a nutricionista Renata Della Riva no Instagram
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