O chocolate segue em alta no Brasil e reforça sua presença na rotina dos consumidores. Neste Dia Mundial do Chocolate, celebrado em 7 de julho, dados do setor mostram crescimento da produção, expansão das exportações e geração de milhares de empregos em toda a cadeia produtiva.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), o Brasil figura entre os poucos países que concentram toda a cadeia produtiva, desde o cultivo do cacau até a fabricação dos chocolates.
A produção nacional alcançou 814 mil toneladas de chocolate em 2025, superando as 805 mil toneladas registradas no ano anterior. Além disso, a expectativa da indústria aponta para novo crescimento em 2026.
De acordo com o presidente da Abicab, Jaime Recena, a inovação impulsiona o setor e amplia as opções disponíveis aos consumidores.
“Chocolate faz parte do nosso dia a dia. Todo mundo tem o seu preferido e, a cada ano, a indústria apresenta novidades para atender às expectativas do consumidor”, destacou.
Atualmente, cada brasileiro consome, em média, quase quatro quilos de chocolate por ano. Entretanto, esse índice ainda fica abaixo dos mercados europeu e norte-americano, onde o consumo varia entre nove e dez quilos por pessoa.
Para a Abicab, esse cenário demonstra um amplo potencial de crescimento no mercado nacional. Além disso, a entidade destaca que o chocolate está presente em praticamente todos os municípios brasileiros.
O mercado de chocolates movimentou R$ 42,5 bilhões em 2025, impulsionado pelo crescimento dos chocolates finos, pela inovação e pelo aumento do consumo durante todo o ano.
Ao mesmo tempo, as empresas associadas à Abicab geram cerca de 450 mil empregos diretos e indiretos. Durante a Páscoa de 2026, o setor criou mais de 14,5 mil vagas temporárias, número superior ao registrado no ano anterior.
Além disso, aproximadamente 30% desses trabalhadores costumam permanecer empregados após o período sazonal.
O chocolate brasileiro também ganha espaço no mercado internacional. Em 2025, o país exportou 37,8 mil toneladas do produto, gerando US$ 210,2 milhões em negócios com cerca de 168 países.
Os principais destinos incluem Argentina, Chile e Paraguai. No entanto, o setor também amplia sua presença na Europa e nos países árabes, especialmente após o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Enquanto a indústria mantém crescimento, os produtores de cacau acompanham a oscilação dos preços. A Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado informou que a safra 2024/2025 alcançou cerca de 80 mil toneladas.
Agora, os agricultores aguardam a próxima colheita, prevista para setembro, na expectativa de melhores preços. Segundo representantes da cooperativa, as condições climáticas terão papel decisivo na valorização da produção.
Para a Abicab, o chocolate deixou de ser um produto consumido apenas em datas comemorativas. Atualmente, ele integra o cotidiano dos brasileiros e também ganhou espaço como opção de presente durante todo o ano.
Com inovação constante, novos lançamentos e expansão do mercado, o setor projeta manter o ritmo de crescimento nos próximos anos.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL
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