O Colégio Agrícola de Goioerê está com as inscrições abertas para novas turmas. São 70 vagas para o primeiro ano, e o processo seletivo já começou. As inscrições seguem até o dia 14 de outubro, pelo WhatsApp (44) 99921-8371.
No mais recente episódio do Almanaque Podcast, o diretor Marcelo Turkiewicz e os alunos Gabrieli Mazur e Marcelo Lima explicaram o processo de seleção e falaram sobre o dia a dia de quem estuda na instituição.
O processo tem três fases. Primeiramente, após a inscrição que deve ser feita até quarta-feira dia 14, vem a primeira fase da seleção. Uma prova escrita no dia 16 de outubro, uma sexta-feira, das 14h às 17h, no próprio colégio. São 40 questões de português e matemática, com nota de 0 a 100.
Atenção: a nota de corte é 60 pontos. Quem fica abaixo não avança no processo. Além disso, a nota da prova entra em uma média ponderada com o histórico do candidato do 6º ao 9º ano.
Quem passa vai para a segunda fase: uma entrevista. O objetivo, explicou o diretor, é entender o perfil do candidato. “Muitas vezes os pais gostariam que os filhos estivessem no colégio, mas o aluno não tem interesse”, disse Turkiewicz. Ele e a coordenadora do curso passam por capacitação em Curitiba justamente para conduzir essa etapa.
Na entrevista, a equipe avalia se o aluno está preparado para a rotina integral. São aulas das 7h40 às 17h20, de segunda a quinta, e até meio-dia na sexta.
Alunos de Goioerê retornam para casa após as aulas. Já quem é de outra cidade pode se inscrever para o internato. É o caso de Gabriele Mazur, de Boa Esperança, que mora no alojamento durante a semana.
Ela fez um retrato animado da estrutura. “O alojamento é bem completo. Tem ar-condicionado, internet, o quarto é maravilhoso”, contou. A rotina começa cedo: levantar às 6h, café às 7h15 e aula às 7h40. Depois das 17h20, vem o horário de estudo, o banho e a janta às 19h. À noite, há tempo livre na sala de jogos, organizada pelo Grêmio, com pingue-pongue, baralho e música.
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Gabriele é presidente do Grêmio e explicou o papel da entidade: fazer a ponte entre os alunos e a secretaria. “A gente busca sempre a opinião dos alunos e leva até a secretaria”, disse. Em outubro, o grupo organiza uma manhã inteira de programação para o Dia do Estudante, com apoio da escola. Para o diretor, o objetivo vai além do conteúdo: “Formar cidadão, direcionado ao agro com conhecimento, mas também formar pessoas importantes para a sociedade”.
Marcelo Lima veio do outro lado da história. “Eu era menininho da cidade”, brincou. Ele não tinha ligação com o agro, mas viu na divulgação do colégio uma oportunidade de profissão. A decisão foi tomada em família, depois do 9º ano, entre as opções de curso técnico da cidade. “Hoje eu fico muito feliz, porque foi a melhor decisão que eu podia ter tomado”, afirmou.
E a decisão virou negócio. Ele transformou um terreno abandonado atrás de casa em uma horta rentável. O conhecimento técnico do colégio aparece em cada detalhe: preparo do solo, uso de calcário, controle do pH, capina e até a escolha do sombrite, que protege as hortaliças das queimaduras de sol. “Fazer a gente pode ser instruído a fazer, mas o porquê do fazer é essa parte técnica que o colégio implementa”, explicou.
O empreendedorismo rendeu outro posto: ele é presidente da Comissão Jovem do Sindicato Rural de Goioerê. “O colégio agrícola, além de um ensino, é um meio para você se destacar”, avaliou.
Os planos dos dois acompanham a formação. Marcelo quer cursar engenharia agronômica, trabalhar como técnico para pagar a faculdade e se destacar na área. Gabriele sonha com medicina veterinária em uma universidade federal, com foco em animais de grande porte.
Ela já coleciona uma experiência internacional: participou do programa Ganhando o Mundo, do governo do Paraná, e passou um intercâmbio no Canadá. “Lá você vê outro país, outra realidade, outros meios de produção”, contou. O plano é voltar ao país no futuro.
O diretor reforça que a base técnica coloca os alunos à frente. Segundo ele, professores de universidades relatam que os egressos de colégios agrícolas chegam “uns dois passos adiante” nos cursos de agronomia, veterinária e zootecnia. E, mesmo quem opta por outro caminho não fica de fora: mais de 85% dos egressos ingressam em boas instituições de ensino.
As inscrições vão até 14 de outubro, pelo WhatsApp (44) 99921-8371. A prova acontece no dia 16, das 14h às 17h, no colégio. No ato da inscrição, o candidato pode indicar uma segunda opção entre os colégios agrícolas do estado.
Para as famílias de Goioerê e região que buscam uma educação que une sala de aula, campo e futuro profissional, a mensagem do episódio é clara. A janela está aberta agora — e quem se informa a tempo sai na frente.
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