Um movimento formado por pais, educadores e lideranças civis está se organizando em várias cidades do Paraná. O objetivo é contestar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que ameaça os repasses estaduais para escolas especializadas, incluindo as APAEs.
A ação judicial, proposta por uma entidade nacional, questiona a legalidade dos recursos para instituições que atendem pessoas com deficiência. Para as comunidades, porém, a discussão é mais ampla: envolve a preservação de um modelo educacional que promove inclusão com qualidade.
Profissionais da saúde e educação reforçam a importância do trabalho desenvolvido pelas escolas especializadas. Conforme explica a psicóloga Renata Berti, da APAE de Goioerê, “não se trata apenas de incluir a criança na escola regular, mas de compreender suas necessidades específicas e respeitar seu tempo de desenvolvimento”.
O diferencial dessas instituições está na abordagem integral ao aluno. O trabalho conjunto de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e pedagogos permite que muitas crianças superem limitações. Em diversos casos, esse suporte possibilita a transição para o ensino regular.
Segundo a psicóloga, “interromper esse acompanhamento significaria retroceder em décadas de avanços na educação inclusiva”. O movimento defende que a inclusão verdadeira requer recursos especializados e continuidade no atendimento.
Veja a entrevista abaixo:
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