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Denúncia aponta homicídio triplamente qualificado de policial civil

O homicídio triplamente qualificado do policial civil João Ezequiel Baptista Pereira motivou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná contra o advogado Jean Oliver José Garcia. Além da acusação de homicídio, o órgão também atribuiu ao investigado os crimes de posse irregular de arma de fogo e disparo de arma de fogo.

Segundo a denúncia, a discussão começou em frente à residência do acusado, em Cascavel. Conforme o Ministério Público, João Ezequiel bateu no portão porque o interfone apresentava defeito. Para a acusação, essa circunstância caracteriza motivo fútil, uma das qualificadoras do crime.

Acusação aponta perigo comum e dificuldade de defesa

O Ministério Público também sustentou que os disparos colocaram outras pessoas em risco. De acordo com a denúncia, o acusado efetuou os tiros com o portão aberto e na presença de adultos e crianças, situação que caracteriza perigo comum.

Além disso, a acusação afirmou que o réu utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme o processo, João Ezequiel guardou a própria arma antes dos disparos. Ainda segundo a denúncia, os tiros atingiram o policial a curta distância, inclusive nas costas e no rosto.

Imagens e perícias reforçam a investigação

As câmeras de segurança instaladas na residência do acusado registraram parte da ocorrência. A Polícia Civil apreendeu os equipamentos logo após o crime e incorporou as imagens ao inquérito.

Além das gravações, a Delegacia de Homicídios de Cascavel reuniu depoimento de uma testemunha ocular e laudos periciais. Com base nesse conjunto de provas, a equipe concluiu o inquérito em 7 de julho.

Na sequência, o promotor de Justiça Tiago Trevizoli Justo, da 16ª Promotoria de Justiça de Cascavel, apresentou a denúncia ao Poder Judiciário.

Família atua como assistente da acusação

O advogado Luciano Katarinhuk representa a família do policial como assistente de acusação.

Segundo ele, as imagens e a perícia mostram que João Ezequiel estava desarmado e buscava encerrar o conflito quando sofreu os disparos. O advogado também afirmou que os tiros atingiram a vítima a curtíssima distância, pelas costas e no rosto.

Processo aguarda decisão da Justiça

O processo tramita em sigilo médio na 1ª Vara Criminal de Cascavel. Por isso, os documentos e as peças processuais permanecem indisponíveis para consulta pública.

Agora, o Judiciário analisará a denúncia. Caso a Justiça receba a acusação, o réu será citado para apresentar defesa e indicar as testemunhas que pretende ouvir durante o processo.

Policial atuava havia 16 anos na corporação

João Ezequiel Baptista Pereira integrava a Polícia Civil do Paraná havia 16 anos. Nos últimos anos, ele trabalhava na Delegacia de Santa Tereza do Oeste.

O crime ocorreu em 28 de junho de 2026. Na ocasião, João Ezequiel sofreu três disparos, sendo dois na cabeça e um nas costas, e morreu no local.

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Redação 104 News

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