Uma facada tirou a vida de José Francisco dos Santos, de 61 anos. O crime aconteceu na tarde dessa quarta-feira (28) em Campina da Lagoa. O local foi o jardim Vitória, mais precisamente na rua Pio XII. Os moradores conhecem essa região como “Rua do DER”. De acordo com relatos iniciais, a própria esposa desferiu os golpes de arma branca. Em seguida, ela fugiu do local sem dar satisfações.
Vizinhos ouviram uma briga intensa dentro da residência. Os dois teriam trocado muitos gritos. Depois de certo tempo, os sons pararam abruptamente. Então, os moradores viram a mulher saindo da casa. Logo após, eles resolveram verificar a situação. Para o horror de todos, José Francisco jazia caído no chão da própria residência. Rapidamente, alguém acionou as autoridades.
As equipes da Polícia Militar chegaram ao local em seguida. A Polícia Civil e a Polícia Científica também compareceram. Todos os agentes realizaram os procedimentos periciais necessários. Posteriormente, eles liberaram o corpo ao Instituto Médico-Legal (IML). Enquanto isso, os PMs que atendiam a ocorrência receberam uma informação crucial. Alguém informou a localização da autora do crime.
Diante disso, os policiais foram ao encontro da mulher. Eles a prenderam sem grandes dificuldades. Na sequência, a conduziram à Delegacia de Polícia. Durante a conversa com os agentes, a mulher confessou a autoria do golpe. Ela admitiu que desferiu a facada contra o marido. Mais tarde, ela acompanhou as equipes de volta ao local do crime. Ali, a suspeita indicou exatamente onde estava a faca utilizada. Por fim, a Polícia Científica recolheu a arma para os exames periciais.
Uma coincidência chocante marcou essa quarta-feira (28) em Campina da Lagoa. Enquanto a polícia apurava a morte de José Francisco, o Tribunal do Júri condenava outra mulher pelo assassinato do marido. Ou seja, os dois casos ganharam desfechos no mesmo dia. O júri julgou Priscila de Moura de Moraes nessa mesma quarta. Ela recebeu uma pena de 28 anos de cadeia. O crime aconteceu em julho de 2025, no jardim Santa Terezinha.
Naquela ocasião, a vítima foi João Carlos Lopes. Os policiais militares faziam patrulhamento quando moradores os abordaram. Eles relataram um possível homicídio na rua Marechal Deodoro. Ao chegar ao local, os agentes enfrentaram dificuldades para acessar o imóvel. A companheira da vítima se recusava a abrir o portão. Mesmo assim, os policiais visualizaram um homem caído nos fundos. Então, eles entraram no terreno e encontraram João Carlos já sem vida.
Inicialmente, Priscila inventou uma versão falsa. Ela afirmou que o companheiro teria sofrido uma queda. Depois, disse que o arrastou até os fundos da casa. Contudo, as circunstâncias levantaram muitas suspeitas. As investigações começaram imediatamente. A polícia isolou o local para os trabalhos periciais. Surgiram informações de que a suspeita tentou se esconder na casa de um familiar. Por isso, os agentes a detiveram e a encaminharam à Cadeia Pública.
Após meses de investigação e produção de provas, o caso foi a julgamento. Os jurados acolheram a tese da acusação. Eles reconheceram a responsabilidade de Priscila pela morte do marido. Consequentemente, a justiça fixou a pena em 28 anos de reclusão. A população de Campina da Lagoa acompanhou os dois casos com grande comoção. Duas tragédias envolvendo mulheres e seus maridos marcaram a mesma data no calendário da cidade.
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