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Furtos em obras aumentam em Goioerê e acendem alerta na construção civil

Engenheira Luna Sakata alerta sobre a importância da realização de Boletins de Ocorrência

Redação 104 News

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Furtos em obras aumentam em Goioerê e acendem alerta na construção civil

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Na manhã desta quarta-feira, 8, a engenheira civil Luna Sakata alertou sobre o aumento de furtos em obras de Goioerê durante a programação da 104 FM. O problema não é novo. Ele ganhou força após vários casos no fim de semana de Páscoa.

De acordo com Luna, apenas nas obras acompanhadas por sua equipe foram contabilizados cinco furtos no período. Ela ressalta que a situação vai além de um episódio isolado. “Não é algo pontual. Esses furtos vêm acontecendo ao longo de todos esses anos em que atuamos na cidade. É uma realidade enfrentada por diversas obras”, afirmou.

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Os criminosos têm como principal alvo materiais de fácil transporte e revenda, como fios elétricos e ferramentas. Ainda segundo a engenheira, existe um padrão nas ações: geralmente os furtos são praticados por indivíduos que chegam a pé ou de bicicleta, o que facilita a movimentação sem levantar suspeitas. Em contrapartida, itens maiores e mais caros, como pisos, raramente são levados.


Estratégias adotadas para inibir furtos

Diante desse cenário, algumas estratégias têm sido adotadas pelas construtoras para reduzir prejuízos. Uma delas é deixar para instalar a fiação elétrica apenas quando a obra estiver completamente fechada, evitando que os fios fiquem expostos. Mesmo assim, medidas de segurança como câmeras e iluminação com sensores de presença têm apresentado eficácia limitada. “Eles já estão contornando essas situações. As câmeras até assustam, mas não impedem totalmente a ação”, explicou.

Um dos principais pontos destacados por Luna Sakata é a importância do registro de boletins de ocorrência, mesmo em casos de pequenos furtos. Ela relatou que muitas vítimas deixam de formalizar a denúncia por considerarem o prejuízo baixo, o que acaba dificultando o trabalho das autoridades. “A polícia precisa desse mapeamento para investigar melhor e identificar não só quem está furtando, mas também quem está comprando esse material”, pontuou.

Câmera de segurança registrou quando dois homens de bicicleta chegavam em uma obra as 03h45 da madrugada de sexta-feira na rua José Bonifácio, de onde furtaram fios e equipamentos

A engenheira também chamou a atenção para a existência de receptadores, reforçando que o problema só persiste porque há quem adquira produtos furtados. “Se estão furtando, é porque existe quem compra. Isso precisa ser combatido”, disse.


Impacto também nas obras públicas

Os impactos dos furtos vão além dos prejuízos individuais e atingem diretamente o desenvolvimento da cidade. Obras públicas também têm sido alvo, como a do Condomínio dos Idosos, que já foi furtada três vezes. Esse tipo de ocorrência influencia inclusive nos processos de licitação, já que empresas consideram os riscos ao definir os custos das obras, o que pode encarecer investimentos e afetar o crescimento urbano.


Sensação de insegurança e participação da comunidade

Outro ponto levantado é a sensação de insegurança gerada na população, especialmente entre quem está construindo. Com o alto custo dos materiais, muitos proprietários temem prejuízos recorrentes e a necessidade de refazer etapas da obra.

A participação da comunidade é vista como essencial no enfrentamento do problema. Luna orientou que vizinhos de obras fiquem atentos a qualquer movimentação suspeita, como barulhos ou presença de pessoas desconhecidas, e acionem a polícia imediatamente. “Muitas vezes o dono da obra não está no local, então os vizinhos podem ajudar a evitar o crime”, destacou.

No caso específico do fim de semana de Páscoa, os furtos citados pela engenheira ocorreram no bairro Colina Verde III e, segundo imagens de câmeras de segurança, podem ter sido praticados pelos mesmos suspeitos: dois homens que circulavam de bicicleta e agiam em plena luz do dia. Em uma das situações, um eletricista chegou a questionar os indivíduos, que tentaram se passar por trabalhadores, mas não souberam explicar o serviço que realizavam, o que levantou suspeitas.

Apesar de muitos associarem esse tipo de crime a bairros mais afastados, a engenheira alertou que os furtos também têm sido registrados na região central da cidade. As ocorrências aconteceram em diferentes horários, mas são mais comuns aos finais de semana, quando as obras ficam vazias.

O alerta final é para que a população não trate esses casos como algo banal. Além do prejuízo financeiro, os furtos impactam toda a cidade, desde a segurança até o custo de novas construções. A orientação é clara: registrar ocorrências, redobrar a atenção e agir de forma coletiva para conter o avanço desse tipo de crime em Goioerê.

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