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Gaeco investiga esquema de atestados médicos falsos

Os atestados médicos falsos voltaram ao centro das investigações no Paraná. Na manhã desta sexta-feira (24), o Núcleo Regional de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), cumpriu um mandado de busca e apreensão durante a Operação Placebo.

A equipe executou a ordem judicial na residência de um investigado em Paranaguá. Durante a ação, os agentes apreenderam diversos atestados médicos, que agora passarão por perícia para verificar a autenticidade. Além disso, recolheram dispositivos eletrônicos considerados importantes para o avanço das investigações.

Investigado não possui formação médica

Segundo o Gaeco, o principal investigado não possui formação na área da saúde. Mesmo assim, ele teria fornecido atestados médicos falsos para pessoas interessadas em justificar faltas ao trabalho sem motivo legal.

Conforme a investigação, o suspeito cobrava valores diferentes conforme o período de afastamento solicitado pelos clientes. Dessa forma, quem desejava permanecer mais dias longe do trabalho pagaria um valor maior pelo documento fraudulento.

As diligências fazem parte do Inquérito Policial nº 0004128-38.2026.8.16.0129, que apura possíveis crimes relacionados à falsificação e ao fornecimento de documentos médicos.

Esquema pode atingir trabalhadores e empresas

Agora, o material apreendido será analisado pelos investigadores. Além disso, celulares, computadores e outros equipamentos poderão revelar a existência de novos envolvidos e identificar pessoas que utilizaram os documentos.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os participantes do esquema poderão responder por crimes como falsificação de documento, uso de documento falso e outros delitos previstos na legislação penal. As investigações também poderão alcançar eventuais intermediários e beneficiários da fraude, conforme as provas reunidas.

Fraude gera prejuízos e compromete relações de trabalho

O uso de atestados médicos falsos provoca prejuízos para empresas, órgãos públicos e para todo o sistema de saúde. Além disso, a prática compromete a credibilidade dos profissionais da medicina e prejudica trabalhadores que necessitam de afastamentos legítimos.

Por esse motivo, o Ministério Público e as forças de segurança intensificam o combate a esse tipo de crime. As investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas. O Gaeco reforça que outras informações permanecem sob sigilo para preservar a apuração e garantir a eficácia das próximas etapas da Operação Placebo.

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Redação 104 News

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