O golpe do falso advogado fez mais uma vítima em Umuarama. Na noite desta quinta-feira (6), uma mulher de 47 anos procurou a Polícia Militar após perder R$ 6.280 em uma fraude eletrônica aplicada por meio de um aplicativo de mensagens.
Segundo a Polícia Militar do Paraná (PMPR), o criminoso entrou em contato com a vítima e também com sua cunhada. Durante a conversa, ele se apresentou como advogado responsável por uma suposta ação judicial favorável.
Além disso, o golpista afirmou que as vítimas precisariam realizar depósitos para liberar os valores que teriam direito a receber na Justiça. Convencida de que a informação era verdadeira, a mulher seguiu as orientações repassadas pelo criminoso.
De acordo com o relato apresentado à equipe policial, o estelionatário utilizou um aplicativo de mensagens para manter contato com a vítima.
Em seguida, ele informou que seria necessário efetuar pagamentos para concluir os procedimentos relacionados ao processo judicial. Como consequência, a mulher realizou cinco transferências bancárias para contas indicadas pelo autor.
Ao final das operações, o prejuízo chegou a R$ 6.280.
Somente depois das transferências a vítima percebeu que havia caído em um golpe. Logo após constatar a fraude, ela reuniu os comprovantes das transações e as capturas de tela das conversas para apresentar às autoridades.
A equipe do 25º Batalhão da Polícia Militar registrou o Boletim de Ocorrência e orientou a vítima sobre as medidas que podem ser adotadas após esse tipo de crime.
Na sequência, os policiais encaminharam o caso à Delegacia da Polícia Civil de Umuarama, que ficará responsável pela investigação e pelos procedimentos de polícia judiciária.
Além disso, a Polícia Militar reforça que advogados e escritórios não costumam solicitar depósitos ou pagamentos por aplicativos de mensagens para liberar valores de processos judiciais.
A Polícia orienta que qualquer solicitação de pagamento relacionada a ações judiciais seja confirmada diretamente com o advogado responsável pelo processo ou com o escritório de advocacia.
Da mesma forma, recomenda desconfiar de mensagens que criem senso de urgência ou prometam a liberação imediata de dinheiro mediante depósitos antecipados.
Caso receba esse tipo de contato, a orientação é interromper a conversa, não realizar transferências e procurar imediatamente a instituição financeira e as autoridades policiais. Essas medidas podem aumentar as chances de bloquear valores e auxiliar nas investigações.
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