O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou 15 pessoas envolvidas no golpe do falso advogado, um esquema de estelionato por fraude eletrônica. A 4ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal de Curitiba ofereceu a denúncia criminal. Conforme as investigações, os criminosos enganaram uma idosa de 80 anos. Eles se passaram por advogados e por falsos representantes do Banco Central e da Caixa Econômica Federal. Dessa forma, a vítima sofreu um prejuízo de R$ 1.971.826,00.
Os golpistas afirmaram que havia um crédito judicial de R$ 7 milhões referente ao falecido marido da vítima. Para liberar o valor, exigiram o pagamento antecipado de falsas custas processuais. Por meio de chamadas de vídeo e mensagens no WhatsApp, induziram a idosa ao erro. Consequentemente, ela realizou diversas transferências bancárias. O prejuízo acumulado ultrapassou R$ 1,9 milhão. A fraude explorou a confiança da vítima e o luto pelo marido. Além disso, os criminosos usaram dados reais de processos e advogados para dar aparência de legalidade ao golpe.
As investigações demonstraram que os 15 acusados participaram do esquema. Eles cederam suas contas bancárias pessoais para receber os valores ilícitos. Em seguida, pulverizaram os fundos em múltiplas contas e instituições de pagamento. O objetivo era dificultar o rastreamento do dinheiro. Por isso, o MPPR requereu a conversão da prisão temporária de todos os denunciados em prisão preventiva. A Promotoria justificou a medida pela gravidade da lavagem de capitais. Também citou a atuação interestadual do grupo e a necessidade de garantir a ordem pública.
A Promotoria de Justiça solicitou a manutenção de todas as medidas assecuratórias patrimoniais já deferidas. Dessa forma, busca assegurar a reparação dos danos materiais causados à vítima. Além disso, requereu a instauração de um novo inquérito policial autônomo na Delegacia de Estelionato. O objetivo é identificar os autores intelectuais do golpe, que mantinham contato direto com a idosa. Enquanto isso, as investigações seguem para desarticular toda a estrutura criminosa.
A repressão a essa modalidade criminosa ocorre em um momento de alerta para o MPPR. Recentemente, representantes da 4ª Promotoria se reuniram com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Paraná (OAB-PR). Na ocasião, discutiram o crescimento acelerado desse tipo de golpe no estado. A prática preocupa as autoridades porque envolve a apropriação de dados reais de processos, advogados e magistrados. Dessa forma, os criminosos dão aparência de legalidade à fraude. Por fim, o processo tramita sob o número 0002807-58.2026.8.16.0196. A denúncia representa um passo importante para responsabilizar os envolvidos e proteger outras vítimas.
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