A Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente W.A.S., de 27 anos, investigado por assédio contra menores de 14 anos em Iporã. A prisão ocorreu na tarde desta quarta-feira (9), com o apoio da Polícia Militar. Além disso, o homem possui histórico de abordagens e perseguições a meninas e mulheres jovens no município.
De acordo com as investigações, o suspeito agia de forma repetitiva e calculada. Ele abordava as vítimas em vias públicas e dirigia comentários e propostas de conotação afetivo-sexual. Diante da recusa e do medo demonstrado pelas meninas, ele passava a segui-las. Em vários episódios, as adolescentes precisaram acelerar o passo, correr, gritar ou buscar abrigo para interromper as perseguições. Dessa forma, o comportamento do homem causava pânico e constrangimento às vítimas.
A PCPR vinha recebendo diversas denúncias anônimas sobre o investigado. Todas elas descreviam condutas semelhantes e o mesmo modo de agir. Parte das situações não formalizaram-se porque familiares manifestaram receio de expor as adolescentes. Eles temiam que as meninas sofressem novas abordagens ou represálias. Contudo, os fatos formalizados demonstraram a existência de diversas vítimas e a repetição das condutas. Por conseguinte, a polícia conseguiu reunir elementos suficientes para pedir a prisão preventiva.
A equipe da 15ª Delegacia Regional de Polícia de Iporã cumpriu o mandado na tarde de quarta-feira. A ação contou com o apoio da Polícia Militar, que também vinha acompanhando as ocorrências e colaborando com as investigações. Além disso, os policiais militares auxiliaram na localização e na contenção do suspeito, garantindo a segurança de todos os envolvidos. Após o cumprimento do mandado, os agentes encaminharam o preso à cadeia pública, onde ele permanece à disposição da Justiça.
O assédio contra menores de 14 anos constitui crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena pode variar de acordo com a gravidade das condutas e o histórico do investigado. Além disso, a Justiça pode determinar medidas protetivas para as vítimas, como afastamento do agressor e proibição de aproximação. No caso de W.A.S., o juiz decretou a prisão preventiva para garantir a ordem pública e impedir que ele continuasse a praticar os delitos.
O caso de Iporã reforça a importância de denunciar casos de assédio e violência sexual. Muitas vezes, as vítimas e suas famílias hesitam em procurar a polícia por medo ou vergonha. Contudo, o silêncio só favorece o criminoso e permite que ele continue agindo. A PCPR orienta que qualquer pessoa que sofra ou presencie situações de assédio deve registrar o boletim de ocorrência. Além disso, o Disque 100 (Direitos Humanos) e o 190 (Polícia Militar) estão disponíveis para receber denúncias anônimas. Portanto, a denúncia é a principal ferramenta para combater esse tipo de crime.
Com efeito, a prisão de W.A.S. representa um alívio para a comunidade de Iporã. O homem, agora preso, não poderá mais importunar as adolescentes da cidade. A ação conjunta da PCPR e da PM demonstra o compromisso das forças de segurança com a proteção dos mais vulneráveis. A expectativa é que a Justiça aplique as penalidades cabíveis e que as vítimas recebam o apoio necessário para superar o trauma.
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