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Ideia de estudante vira lei e cria programa permanente de orientação vocacional

Uma proposta apresentada por uma estudante do ensino médio no projeto Geração Atitude resultou na Lei nº 22.973, sancionada em 12 de fevereiro de 2026, que cria a Campanha Permanente Orienta Paraná. Com isso, o Estado institui um programa contínuo de orientação vocacional e profissional para alunos do ensino médio das redes pública e privada, com ações como oficinas, mentorias, testes vocacionais e visitas técnicas.

Ideia de estudante vira política pública

A trajetória que levou a orientação vocacional a se tornar política pública começou em União da Vitória. A estudante Rita de Cássia Lesnhak, do Colégio Padre Giuseppe Bugatti, apresentou a proposta no Geração Atitude, iniciativa da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e do Ministério Público do Paraná (MPPR). A sugestão venceu a edição de 2025 e, em seguida, ganhou apoio formal dos deputados Alexandre Curi (PSD), presidente da Alep, e Hussein Bakri (PSD), líder do Governo. Assim, o texto foi encampado no Legislativo e aprovado até a sanção do Executivo.

Embora a semente tenha surgido na sala de aula, a lei nasce com vocação ampla. Ela alcança escolas públicas e privadas, e, portanto, cria um ecossistema de apoio à decisão de carreira que pode reduzir erros de escolha. Além disso, o desenho privilegia a participação de universidades, conselhos profissionais e empresas, o que aproxima a escola do mundo do trabalho.

O que prevê a nova lei

A Lei nº 22.973 institui a Campanha Permanente Orienta Paraná, com diretrizes claras e ações práticas. Entre as frentes previstas, o programa deverá:

  • Promover oficinas, palestras, seminários e workshops que expliquem carreiras, áreas do conhecimento e tendências do mercado.
  • Organizar mentorias com profissionais de diferentes setores, para que os estudantes conheçam rotinas, habilidades e jornadas possíveis.
  • Aplicar, de forma facultativa e gratuita, testes vocacionais para alunos da rede pública, como ferramenta de autoconhecimento.
  • Estimular visitas técnicas e estágios de curta duração, de modo a oferecer vivências reais antes da escolha do curso.
  • Disponibilizar plataformas digitais com informações atualizadas sobre cursos, bolsas, itinerários formativos e oportunidades.
  • Apoiar a elaboração de currículos, estratégias de estudo e planos de carreira, integrando essas práticas ao projeto de vida dos alunos.
  • Celebrar convênios com universidades, instituições de ensino profissional, conselhos regionais de profissões e empresas, fortalecendo a ponte entre escola e trabalho.

Conforme o texto legal, a coordenação poderá ficar a cargo de Secretarias de Estado, em parceria com entidades públicas e privadas. A lei já está em vigor e, portanto, depende agora de regulamentação para detalhar fluxos, prazos e canais de acesso.

Impactos esperados para jovens e escolas

A orientação vocacional qualifica a tomada de decisão em um momento crítico da vida escolar. Assim, os estudantes ganham repertório para comparar caminhos, entender pré-requisitos e estimar desafios. Ao mesmo tempo, as escolas contam com uma estrutura organizada para integrar o projeto de vida às habilidades exigidas no século 21, como comunicação, resolução de problemas e colaboração.

Além disso, a política mira um problema recorrente no ensino técnico e superior: a evasão. Muitas desistências acontecem porque a escolha inicial não dialoga com perfil, expectativas e realidade do estudante. Com informações mais completas e com vivências práticas, a tendência é que os jovens acertem melhor na combinação entre talento, interesse e demanda do mercado. Consequentemente, cursos técnicos e graduações devem registrar trajetórias mais consistentes, o que beneficia as famílias, as instituições e as empresas que demandam mão de obra qualificada.

Para a rede privada, a lei também cria oportunidades. Escolas podem aderir às ações, firmar convênios, abrir suas portas a palestrantes e alinhar seus itinerários formativos ao Orienta Paraná. Desse modo, o ecossistema educacional paranaense tende a ganhar coesão e eficiência.

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Próximos passos e como participar

Embora a lei esteja valendo, a regulamentação deverá esclarecer questões operacionais, como calendário de oficinas, critérios de acesso aos testes vocacionais, cadastro de mentores e formato das visitas técnicas. Até lá, escolas e estudantes podem se preparar.

  • Direções escolares podem mapear parceiros locais, como universidades e empresas, e, assim, antecipar agendas para o segundo semestre.
  • Coordenadores pedagógicos podem identificar turmas e momentos ideais para aplicação de testes e rodas de conversa.
  • Estudantes podem listar áreas de interesse e dúvidas recorrentes, o que ajuda a personalizar mentorias.
  • Famílias podem participar de encontros, pois o contexto familiar, muitas vezes, influencia a decisão e a permanência nos cursos.

Quando o Executivo publicar as regras, a orientação é acompanhar os canais oficiais do Governo do Paraná e da Secretaria de Educação (Seed-PR). Em paralelo, escolas podem registrar intenções de parceria e preparar espaços para oficinas e encontros com profissionais.

Vozes do Legislativo e do programa Geração Atitude

Os articuladores políticos destacaram que a lei simboliza a escuta ativa do Parlamento e a participação cidadã da juventude. Segundo a Alep, a construção coletiva amplia a qualidade das políticas públicas e aproxima o estudante da tomada de decisão. Já o projeto Geração Atitude, realizado pela Assembleia e pelo MPPR, enfatiza cidadania, democracia e voto consciente; agora, com o Orienta Paraná, amplia o foco para escolhas profissionais, sem perder a formação para a vida pública. Em síntese, a iniciativa conecta educação, trabalho e cidadania.

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Redação 104 News

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