ESPECIAL

“Isso é coisa da sua cabeça!”

Quem nunca disse ou ouviu essa frase?

Quando se trata de questões emocionais — medos, angústias, fobias, ansiedades, tristeza e até depressão — ela parece uma “palavra mágica” que promete dissolver qualquer feitiço. Pena que, na vida real, não funciona assim.

Para quem fala, é um alívio rápido diante do desconforto de lidar com a dor do outro. Como se, por não ser um problema do corpo, mas da mente, a solução fosse simples: “pensa em algo bom que passa”.

Para quem ouve, “isso é coisa da sua cabeça” é mais uma ferida: fere pela incompreensão e por diminuir a dor. É quase um rótulo de incompetência: “se fui eu que criei, por que não consigo apagar?”

Parece exagero? Não é.

É mais fácil entender uma dor de dente, um estômago em crise, um problema na coluna, uma unha encravada. Difícil é compreender a dor da alma, aquela que foi silenciada por anos até explodir numa crise de pânico que vem “do nada”, numa depressão “sem sentido” — afinal, “você tem tudo” —, ou num medo paralisante que dá um nó no cérebro: você sabe que não faz sentido, mas sente mesmo assim.

Estamos falando de saúde mental — por muito tempo negligenciada e minimizada como “mimimi”.

Ao longo de 23 anos de clínica, atendi centenas de pessoas. O que vejo, repetidas vezes, é gente machucada e vencedora. Construíram vidas, famílias, empresas — apesar de traumas, abusos, torturas psicológicas, limitações, negligências — em épocas em que não havia recursos emocionais para entender, muito menos para lidar. Sobreviveram.

Mas será que vivem? Ou apenas sobrevivem?

Alguns tocam a vida como dá: engolem o choro, o medo, a tristeza, a dor. Numa sociedade que cobra alto desempenho, sorriso no rosto e uma foto impecável nas redes, muitos anestesiam seus vazios: apostando, rolando a timeline sem parar, comprando, bebendo, usando drogas, transando ou… comendo. É um jeito de se acostumar com o que não deveríamos nos acostumar. Acontece.

Outros, buscam ajuda.
Ajuda para entender o que está acontecendo e fazer diferente. Para viver com mais sentido, melhorar relacionamentos, simplificar o que pesa. Para ser mais feliz. Quem disse que precisamos dar conta de tudo sozinhos?

Mesmo que fosse “apenas coisa da cabeça”, ainda assim valeria — e muito — cuidar do que é mais importante: suas emoções.
No fim do dia, são elas que orientam suas decisões, movem suas ações e constroem seus resultados.

Você não precisa provar força sufocando o que sente.

Cuidar da mente é coragem — e amor próprio em ação. Com ajuda profissional, o processo ganha ritmo, clareza e direção, aproximando você da vida que sempre imaginou.
E, se fizer sentido, conte comigo nessa caminhada.

Iris Schurt

Iris Schurt é psicóloga, terapeuta sistêmica, mentora de negócios e fundadora da SEIN Consultoria. Com 22 anos de experiência, auxilia empresários a transformarem seus negócios através do autoconhecimento e da visão sistêmica.

Contato:

WhatsApp: 44 9.2000-9383

Instagram: @iris.schurt

Iris Schurt

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