Na manhã desta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, as polícias Civil e Militar de Umuarama e Goioerê realizaram uma operação conjunta que prendeu em flagrante um jovem de 20 anos. Segundo os investigadores, ele anunciava em suas redes sociais a venda de um filhote de macaco-prego, prática considerada crime ambiental.
Com isso, os agentes iniciaram diligências para localizar o animal e identificar o responsável. Ao perceber a aproximação da viatura, o suspeito tentou fugir e jogou uma espingarda calibre .12 com munições na área externa da residência.
Os policiais interceptaram o jovem logo após a tentativa de fuga. Durante a abordagem, eles recolheram a arma e as munições descartadas. Apesar da busca, o animal anunciado não estava no imóvel.
Em seguida, os agentes conduziram o suspeito até a delegacia, onde o autuaram pelos crimes de comércio irregular de fauna silvestre e porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida.
O comércio irregular de fauna silvestre está previsto no Artigo 29, §1º, III da Lei 9.605/98. De acordo com a legislação, quem vende, expõe à venda ou guarda animais silvestres sem autorização pode receber pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa.
Já o porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida está descrito no Artigo 16, §1º, IV da Lei 10.826/03. Nesse caso, a pena varia de três a seis anos de reclusão, além de multa.
Portanto, o conjunto das acusações pode resultar em condenação significativa, reforçando a gravidade das práticas cometidas.
Após a prisão, os policiais levaram o jovem para a Cadeia Pública de Goioerê, onde ele permanece à disposição do Poder Judiciário. Consequentemente, o caso seguirá em investigação para apurar se há outros envolvidos na comercialização de animais silvestres e na posse irregular de armas.
Segundo a Polícia Civil, a operação demonstra a importância da atuação integrada entre forças de segurança para combater crimes ambientais e armados.
A prisão repercutiu na comunidade local, já que o comércio ilegal de animais silvestres ameaça diretamente a biodiversidade e o equilíbrio ambiental. Além disso, o porte de armas com numeração suprimida representa risco à segurança pública, pois dificulta a rastreabilidade em investigações criminais.
Dessa forma, a ação das polícias Civil e Militar reforça o compromisso com a proteção da fauna e com o combate ao crime organizado.
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