Os casos de maus-tratos contra animais voltaram a chamar a atenção no Noroeste do Paraná. Nesta semana, ocorrências registradas em Goioerê e Altônia mobilizaram voluntários, Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal. Enquanto uma cachorra foi encontrada em situação de abandono, um homem acabou preso suspeito de matar um gato em uma propriedade rural.
As duas ocorrências reforçam a importância das denúncias da população e da atuação das entidades de proteção animal para combater esse tipo de crime.
Em Goioerê, a Associação dos Melhores Amigos Animais (AMMA) recebeu diversas denúncias sobre uma cachorra mantida em situação de abandono no Jardim Universitário.
Quando os voluntários chegaram ao imóvel, encontraram o animal sem alimentação adequada e sem um abrigo para se proteger da chuva. Como consequência, as condições da cachorra pioraram durante os dias de mau tempo.
Em uma primeira visita, a equipe conversou com a tutora e fez orientações sobre os cuidados necessários. No entanto, ao retornar ao endereço na quarta-feira (22), os voluntários verificaram que nada havia mudado.
Diante da reincidência, a AMMA acionou a Polícia Civil para acompanhar o atendimento e registrar um boletim de ocorrência por maus-tratos.
A moradora não estava na residência durante a nova vistoria. Mesmo assim, os responsáveis identificaram a tutora, que deverá responder a um inquérito policial.
Além disso, moradores do bairro afirmaram que a mulher já repete esse tipo de comportamento há bastante tempo. Segundo os relatos, ela recolhe outros animais para o quintal, mas não oferece alimentação, abrigo ou os cuidados básicos.
Após o resgate, uma diretora da AMMA reforçou a importância da guarda responsável e fez um apelo à população.
Segundo ela, a entidade recebeu diversas denúncias antes da intervenção.
“Hoje estivemos em uma residência para resgatar essa cachorrinha. Recebemos várias denúncias, fomos até o local, conversamos com a tutora em outra oportunidade e nada mudou. Então acionamos a Polícia Civil para acompanhar a ocorrência e registrar o boletim pelos maus-tratos.”
Ela também destacou que manter um animal preso, sem proteção contra a chuva, configura uma situação inaceitável.
“Se for para manter o animal amarrado sem nem ter um local seco para se abrigar da chuva, não tenha. Não pegue animal se você não tem tempo nem condição para cuidar.”
Outro caso de maus-tratos ocorreu na manhã desta quinta-feira (23), em uma área rural de Altônia.
Por volta das 9h30, uma equipe da Rádio Patrulha Auto do 25º Batalhão da Polícia Militar, com apoio da Guarda Municipal, atendeu uma denúncia feita pelo telefone 190.
No local, uma testemunha contou que ouviu um disparo de arma de fogo e, logo depois, viu o gerente da propriedade agredir um gato.
Conforme o relato, o animal sofreu diversos golpes e morreu no local. Em seguida, o suspeito retirou o corpo da área onde ocorreu a agressão.
Durante a abordagem, o homem, de 60 anos, negou o crime. Ele alegou que alguns animais atacavam as aves da propriedade.
Mesmo assim, os policiais localizaram manchas de sangue e outros vestígios no ponto indicado pela testemunha. Pouco depois, encontraram o corpo do gato em uma área de pastagem.
Diante das evidências, a equipe deu voz de prisão ao suspeito. Na sequência, os policiais o encaminharam ao hospital para o laudo de lesões corporais e, depois, à Delegacia de Polícia Civil, onde ocorreu a lavratura do auto de prisão em flagrante.
Os dois casos demonstram como a participação da população pode contribuir para interromper situações de violência contra animais.
Além disso, tanto a atuação da AMMA quanto o trabalho das forças de segurança permitiram uma resposta rápida às denúncias.
As investigações continuam e deverão esclarecer todos os detalhes das ocorrências. Enquanto isso, as autoridades reforçam que qualquer suspeita de maus-tratos deve ser comunicada imediatamente aos órgãos de proteção animal ou às forças policiais, para garantir a segurança e o bem-estar dos animais.
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