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MPPR denuncia homem por matar esposa e filha

Carro no rio matou esposa e filha de 3 anos. MPPR denuncia homem por duplo homicídio com qualificadora de vicaricídio.

Redação 104 News

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MPPR denuncia homem por matar esposa e filha

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O Ministério Público do Paraná denunciou um homem de 39 anos. Ele responde pelos homicídios da esposa e da filha. As vítimas tinham 36 e 3 anos, respectivamente. O crime aconteceu no dia 2 de maio em Porto Rico. A cidade fica no Noroeste do estado. A Promotoria de Justiça de Loanda ofereceu a denúncia na última segunda-feira (25). De acordo com a acusação, o homem agiu com total deliberação. Ele lançou o veículo deliberadamente nas águas do Rio Paraná. Os três estavam dentro do carro naquele momento. A esposa e a filha morreram por afogamento. O denunciado, por outro lado, conseguiu escapar.

Em relação à morte da criança, o MP sustenta uma qualificadora grave. Trata-se do vicaricídio, figura legal instituída recentemente. A Lei 15.384/2026 criou esse tipo penal autônomo. Ele se caracteriza no contexto de violência doméstica. O homicídio atinge alguém dependente da mulher. A intenção do agressor é causar sofrimento a ela. Dessa forma, o denunciado usou a filha como instrumento de tortura psicológica. Ele queria punir a esposa dentro da relação familiar. Por isso, a pena pode ser ainda mais severa.

Insultos e alta velocidade marcaram a rota da tragédia

As investigações revelaram detalhes estarrecedores sobre o caso. Primeiramente, o casal havia passado o dia em Porto Rico. Em seguida, eles visitaram o filho mais velho do homem. Depois, participaram de uma confraternização na casa de amigos. Até então, tudo parecia normal. Contudo, o clima mudou completamente no momento da saída. Eles deixaram o local por volta das 22h15. Dentro do carro, porém, a tensão aumentou drasticamente. O denunciado passou a insultar a esposa sem parar. Os xingamentos ocorreram durante todo o trajeto. Na sequência, ele acelerou o veículo violentamente. A direção em alta velocidade aterrorizou a mulher. Além disso, ele ignorou todos os pedidos de calma.

O homem conduziu o carro até uma rampa náutica. O local ficava próximo ao Aqua Park Resort. De repente, ele entrou com o veículo nas águas do Rio Paraná. O carro começou a afundar rapidamente. O denunciado, então, abandonou o automóvel sem hesitar. Ele nadou até a margem sem olhar para trás. O mais chocante, contudo, ainda estava por vir. O homem não realizou qualquer tentativa de resgate. A esposa e a filha de três anos permaneceram dentro do carro submerso. Os laudos da polícia científica confirmaram a causa da morte. As duas vítimas morreram por asfixia mecânica por afogamento.

Música “Narcisista” teria desencadeado a fúria

O MP sustenta que o crime contra a esposa teve motivo torpe. O sentimento de afronta moveu toda a ação criminosa. Durante a confraternização, a vítima pediu uma música específica. Ela solicitou a reprodução da canção “Narcisista”. O denunciado interpretou o pedido como ofensa pessoal. Ele entendeu que a música fazia referência ao relacionamento do casal. A partir daí, a tensão só aumentou. Horas depois, o desfecho trágico aconteceu.

A denúncia aponta ainda um contexto mais amplo de violência. O relacionamento já tinha marcas de abuso doméstico. Existiam ciúmes excessivos por parte do denunciado. Além disso, a violência psicológica era constante. O homem também menosprezava a condição da esposa como mulher. Ou seja, os sinais de alerta já existiam há tempos. Contudo, ninguém imaginava um desfecho tão brutal. Portanto, o caso acendeu um alerta na região.

Vicaricídio: a nova lei que qualifica o crime

O entendimento jurídico levou em consideração um fato crucial. A esposa poderia ter sobrevivido ao afogamento. A filha pequena, porém, não teria nenhuma chance sozinha. Dessa forma, o homem usou a própria criança como arma. Ele sabia que a morte da filha causaria sofrimento eterno à mulher. Por isso, o MP aplicou a qualificadora do vicaricídio. A lei entrou em vigor recentemente no país. Ela protege especialmente as dependentes da mulher em contexto doméstico. O denunciado está preso preventivamente desde o dia 8 de maio. A Justiça analisará a denúncia nos próximos dias. O processo tramita sob o número 0002038-32.2026.8.16.0105.

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