Foto: terramagna
O Agronegócio brasileiro ainda é a espinha dorsal da economia nacional. O agronegócio, em 2025, deve ocupar 29,4% do PIB, contra pouco mais de 23% no mercado de 2024, como aponta os dados do Cepea/USP. É também quem assegura superávit na balança comercial, sustenta cadeias produtivas, emprega milhões de pessoas e paga, com seus tributos uma grande fatia dos benefícios sociais e das políticas públicas que chegam às populações. No entanto, a mesma engrenagem que sustenta o país tornou-se fonte de preocupação para o sistema financeiro.
A principal razão para essa queda está na inadimplência recorde entre os produtores rurais. A taxa de atraso na carteira de crédito do agro subiu para 3,49% no segundo trimestre, ante 1,32% no mesmo período do ano anterior. O impacto mais severo vem das regiões Centro-Oeste e Sul, grandes produtoras de soja, milho e pecuária. Para enfrentar o risco de calote, o banco dobrou suas provisões, que atingiram R$ 15,9 bilhões. Mudanças regulatórias também obrigaram o reconhecimento antecipado de perdas, ampliando ainda mais os prejuízos. Além disso, aumentam as críticas à liderança na formulação de políticas públicas do governo federal, que produziram destabilização no mercado. O feedback negativo de não previsibilidade sobre as taxas de juros, retardos em subsídios e financiamentos, e declarações tendenciosas sobre questões ambientais e fundiárias, sacudiram a confiança dos produtores. O agronegócio, que necessita de segurança jurídica e planejamento de longo prazo, se coloca em posição de defesa frente à inconsistência de diretrizes confusas do governo federal .
O paradoxo está claro: o agronegócio que impulsiona a economia nacional agora também representa um risco financeiro relevante. Demonizado por setores da sociedade como vilão ambiental ou social, o agro revela sua fragilidade econômica. Quando o campo sofre, toda sociedade sente os efeitos — do aumento no custo de vida -se o agro não produz a cidade não come- à queda nos dividendos de uma instituição estatal que financia políticas públicas.
Apesar do cenário negativo, o Banco do Brasil irá manter investimento de R$ 230 bilhões no Plano Safra 2025/26, ratificando o papel de estímulo do setor. Analistas acreditam em uma recuperação lenta, com base na melhoria do mercado internacional e na projeção de juros menores. Mas está dado o aviso: sem políticas públicas estáveis e consistentes, o setor que sempre foi impulsionador do PIB poderá se tornar pedra no caminho da economia nacional.
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