Operação Beverly Hills prende influencer suspeita de tráfico
A Operação Beverly Hills prendeu a influenciadora digital Hevellyn Santos, de 32 anos, sob suspeita de liderar uma organização criminosa que atua no tráfico de cocaína em Umuarama. A...

A Operação Beverly Hills prendeu a influenciadora digital Hevellyn Santos, de 32 anos, sob suspeita de liderar uma organização criminosa que atua no tráfico de cocaína em Umuarama. A Polícia Civil do Paraná deflagrou a ação na quarta-feira, dia 7, e também prendeu o marido dela durante as diligências. Dessa forma, a investigação aponta que o casal usava as redes sociais para ostentar uma rotina de luxo e disfarçar as atividades do grupo criminoso.
Perfil de luxo servia como fachada
Hevellyn mantinha um perfil com milhares de seguidores, onde divulgava perfumes árabes, celulares e tênis, além de realizar sorteios desses produtos. Segundo o delegado Rodrigo Couto, essa atividade era uma fachada para o grupo e já era ilícita por causa do descaminho. Consequentemente, a apuração revelou que a estrutura criminosa dividia funções como armazenamento, fracionamento, distribuição, atendimento de usuários, entregas, cobrança e movimentação do dinheiro. Além disso, o grupo operava em regime de plantão, e os atendentes recebiam pedidos por celular.
Esquema funcionava como delivery
As entregas seguiam o sistema delivery, com poucas porções por vez, conforme detalhou o delegado. Dessa forma, os investigados evitavam ser pegos com grande quantidade de droga e alegavam consumo pessoal se a polícia os abordasse. O grupo tinha uma política de entregas entre 25 e 30 minutos, o que mostrava uma organização bem elaborada. Na sequência, os policiais cumpriram nove mandados de busca e apreensão e prenderam sete pessoas, sendo duas em flagrante. Uma pessoa responderá por tráfico de drogas, e outra, por posse de munição de uso restrito. A operação apreendeu drogas, dinheiro, documentos e aparelhos eletrônicos.

Justiça bloqueia R$ 1,8 milhão
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,8 milhão em ativos financeiros e o sequestro de veículos e imóveis dos investigados. O Setor de Narcóticos e o Grupo de Diligências Especiais da 7ª Subdivisão Policial coordenaram a ação em integração com a Força Nacional. Os investigados respondem por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Por outro lado, o advogado Marcio Teslenco afirmou que é prematuro fazer qualquer juízo de valor sobre o caso. A defesa destacou que a polícia não apreendeu qualquer quantidade de droga que caracterizasse o crime de tráfico de entorpecentes. Por fim, o caso continua sob investigação da Polícia Civil.
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