Operação Big Fish prende 55 e bloqueia R$ 1,5 bilhão
Operação Big Fish da Polícia Civil do Paraná desarticula grupo de R$ 2 bilhões em jogos de azar. Vereadores de Cianorte e Goioerê continuam presos. Ação atingiu 27 cidades.

A Operação Big Fish mantém dois vereadores presos nesta quarta-feira (8). Vitor Hugo, presidente da Câmara de Cianorte, e Marcelo Gaucho, vice-presidente da Câmara de Goioerê, continuam detidos em suas respectivas cidades. Ambos devem participar de audiência de custódia ainda hoje, 8 de abril. Portanto, a expectativa é que o Poder Judiciário defina a situação dos dois parlamentares ainda nesta data. A polícia os prendeu durante a mega operação deflagrada na terça-feira (7). Além disso, outras 53 pessoas também foram presas pela mesma ação.
Grupo movimentou mais de R$ 2 bilhões
A Polícia Civil do Paraná desarticulou um grupo criminoso especializado em jogos de azar. A organização movimentou mais de R$ 2 bilhões em todo o país. A Operação Big Fish ocorreu entre terça-feira (7) e quarta-feira (8) de abril. Até o momento, a polícia prendeu 55 pessoas. Entre os presos, estão lideranças da organização e os dois vereadores. A investigação revelou que o grupo atuava há mais de uma década. O esquema possuía ramificações em diversos estados brasileiros. Dessa forma, a ação exigiu planejamento e coordenação em larga escala.
Ação policial alcançou 27 cidades em cinco estados
Foram cumpridos mandados em 27 cidades espalhadas por cinco estados. No Paraná, as cidades incluíram Campo Mourão, Sarandi, Maringá, Cianorte, Londrina, Terra Boa, Curitiba, Boa Esperança, Cascavel, Cidade Gaúcha, Engenheiro Beltrão, Sabáudia, Marechal Cândido Rondon, Paraíso do Norte, Altônia, Medianeira, Faxinal, Apucarana e Alvorada do Sul. Em São Paulo, a polícia atuou em Praia Grande e na capital. Em Santa Catarina, a equipe esteve em Caçador. Em Goiás, os agentes foram a Anápolis, Valparaíso de Goiás e Goiânia. Por fim, no Pará, a operação chegou a Castanhal. Consequentemente, a polícia atingiu todas as bases do grupo criminoso.
Organização funcionava como empresa estruturada
As investigações apontaram uma estrutura empresarial sofisticada. O grupo dividia funções entre núcleos financeiro, tecnológico e operacional. Inclusive, existia uma empresa de tecnologia responsável por desenvolver plataformas online. Essas plataformas exploravam os jogos ilegais. Para ocultar os lucros, o grupo utilizava contas de laranjas e fintechs. Essa estratégia dificultava o rastreamento das movimentações financeiras. Os investigadores analisaram mais de 520 mil operações bancárias. Então, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1,5 bilhão em contas. Além disso, a Justiça autorizou o sequestro de diversos bens.
Operação apreende veículos, imóveis e gado
Durante a operação a polícia apreendeu mais de 130 veículos durante a operação. Os agentes também recolheram mais de 100 imóveis. A equipe chegou a apreender cabeças de gado avaliadas em milhões de reais. Por fim, a polícia derrubou 21 sites de apostas ilegais. A investigação revelou que o grupo mantinha milhares de pontos de exploração de jogos. Cerca de 15 mil pontos estavam ligados ao jogo do bicho. Portanto, o esquema tinha uma capilaridade impressionante. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos. A Justiça acompanhará o destino dos bens apreendidos.
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