O Paraná deu mais um passo importante na defesa sanitária com a publicação da Portaria nº 13/2026 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A norma, em vigor desde 12 de janeiro, estabelece regras mais rígidas para o trânsito de bovinos e búfalos, reforçando o combate à brucelose e à tuberculose bovinas. Essas doenças comprometem a saúde dos rebanhos e representam risco para a produção agropecuária.
A medida proíbe a entrada e saída de bovinos e bubalinos de propriedades em processo de saneamento sanitário. Somente após a conclusão de todas as etapas exigidas pela Adapar, os animais poderão circular.
Quando há compartilhamento de pastagens, instalações ou equipamentos, todas as áreas da propriedade passam a ser classificadas como foco sanitário. Nesse caso, o produtor deve cumprir integralmente as exigências do processo de saneamento.
A única exceção prevista é a movimentação de animais destinados exclusivamente ao abate, que continua permitida. Já a venda, doação ou transferência de animais vivos permanece proibida até a regularização sanitária da propriedade.
Desta forma, o saneamento só é considerado concluído após exames com resultados negativos em todos os animais elegíveis. Nos casos não previstos, o produtor deve formalizar a situação junto à Adapar, que avalia tecnicamente por meio da Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (DIBT).
Segundo o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o Paraná já alcançou o status de área livre de febre aftosa sem vacinação. Agora, o desafio é avançar no combate à brucelose e à tuberculose, elevando ainda mais o padrão sanitário do rebanho.
As medidas buscam reduzir riscos de propagação silenciosa das doenças, que podem estar presentes sem sinais evidentes. Além disso, o controle rigoroso do trânsito de animais ajuda a minimizar falhas nos diagnósticos, especialmente em fases iniciais das infecções.
Meneguette destaca que ampliar o controle dessas doenças significa abrir portas para mercados mais exigentes. O acordo entre Mercosul e União Europeia, por exemplo, pode colocar os produtos paranaenses diante de mais de 450 milhões de consumidores.
Dados da DIBT mostram que, em 2025, houve queda de 17% nos focos de brucelose bovina em comparação com 2024. Já os casos de tuberculose bovina cresceram 4,5%, reflexo da intensificação da vigilância e da maior capacidade de detecção.
As ações têm auxiliado na diminuição dos prejuízos no meio rural. Somente com o abate sanitário de animais infectados, as perdas ultrapassam R$ 8 milhões por ano no Paraná.
Portanto, a nova portaria representa um avanço estratégico para proteger os rebanhos, reduzir perdas econômicas e garantir maior competitividade ao agronegócio paranaense.
Fonte: FAEP – Assessoria
Rádio 104 FM de Goioerê inicia série de entrevistas com oito candidatos da região da…
Sessão Ordinária da Câmara de Goioerê terá cinco indicações sobre saúde, crianças atípicas, transporte, clima…
Polícia Militar atende ocorrências de furto, entorpecente e perturbação de sossego na noite de sábado.
Acidente na BR-376, mata condutor de 37 anos após capotamento; outras duas vítimas recebem atendimento…
Soterramento mata Gael Bernardo, de 5 anos, neste sábado (19); Corpo de Bombeiros e Samu…
Polícia Militar aplica multas por maus-tratos a serpentes Corn Snake enviadas pelos Correios; caso segue…