Os produtores de tilápia do Paraná iniciaram 2026 com uma notícia positiva. O governo estadual publicou a Lei nº 22.962, que estabelece alíquota de 22% nas operações de importação do pescado.
A decisão atende solicitação do Sistema FAEP e de outras entidades ligadas à aquicultura. Além disso, reforça a proteção contra a concorrência desleal, que ameaça os investimentos realizados pelos produtores
“O ingresso de tilápia importada prejudica o Paraná. O setor está em expansão, com investimentos para ampliar a produção. Por isso, nossos produtores precisam de segurança e estabilidade”, afirmou Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.
Ele destacou ainda que a entidade atuou diretamente para viabilizar a lei. Segundo Meneguette, defender os interesses dos produtores paranaenses é essencial para garantir o crescimento sustentável da atividade.
No ano passado, o Sistema FAEP entregou ofício ao governador Carlos Massa Ratinho Junior pedindo intervenção contra a importação. O documento ressaltava a necessidade de apoio comercial e proteção sanitária para o desenvolvimento pleno da aquicultura estadual.
Além disso, Meneguette reuniu-se com o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, reforçando o pedido de medidas de defesa da produção paranaense.
O Paraná lidera a produção nacional de tilápia. Em 2024, o Estado respondeu por 38,2% do total brasileiro, com mais de 190 mil toneladas. Essa atividade movimenta toda a cadeia produtiva, incluindo ração, frigoríficos, transporte e comércio.
Além disso, o Paraná é o maior exportador do país. No último ano, as exportações cresceram 87% em valor e 47% em volume em comparação com 2023. Hoje, a tilápia produzida em 360 municípios abastece 27 países, consolidando o Estado como referência internacional.
A entrada de pescado estrangeiro não representa apenas concorrência desleal. Ela também pode comprometer o status sanitário do Paraná. O principal risco envolve o vírus Tilapia Lake Virus (TiLV), capaz de provocar alta mortalidade em peixes de cultivo.
Desde 2021, o Paraná é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação. Portanto, manter a estrutura sanitária sólida é fundamental para preservar mercados exigentes e ampliar oportunidades comerciais.
Com a nova lei, o governo estadual fortalece a produção local e garante estabilidade ao setor. Consequentemente, os produtores paranaenses podem investir com mais confiança, enquanto o Estado preserva sua liderança nacional e internacional na tilapicultura.
Um estudo revela que 66% das cidades brasileiras ignoram planos contra o calor extremo. Falta…
A Polícia Militar cumpre três mandados de prisão em Umuarama, Icaraíma e Pérola. Homens de…
A secretária de Estado da Cultura visita Campo Mourão para fortalecer políticas culturais. Ela percorreu…
Medicamentos de empresas distintas são proibidos por desvios de qualidade
Um em cada quatro brasileiros ignora que o câncer pode ser prevenido, aponta estudo inédito.…
A Operação Chave Fantasma prende associação criminosa especializada em furtos de Toyota Hilux. Adolescente foi…