Projeto inédito conecta UTIs do Paraná ao Pequeno Príncipe para salvar bebês com cardiopatias
Projeto inédito da Sesa investe R$ 3 milhões em tecnologia de telemedicina. Robôs de telepresença permitirão acompanhamento remoto de recém-nascidos com doenças cardíacas graves.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apresentou nesta quarta-feira, 25 de março, um projeto inédito que promete revolucionar o atendimento neonatal no Paraná. O “Bate-Bate Coração” utiliza tecnologia de ponta e telemedicina para conectar UTIs neonatais de hospitais regionais ao Hospital Pequeno Príncipe (HPP), referência nacional em cardiologia pediátrica. Primeiramente, a iniciativa visa aprimorar o diagnóstico e o acompanhamento de recém-nascidos com cardiopatias congênitas graves. Além disso, o projeto receberá investimentos de R$ 3 milhões e foi viabilizado por meio de parceria firmada entre a Sesa e o hospital. Dessa forma, a equipe especializada do HPP passará a atuar remotamente no suporte às unidades de saúde de todo o Estado.
Tecnologia de ponta aproxima especialistas dos bebês
Entre os recursos tecnológicos do projeto, destacam-se os robôs de telepresença posicionados ao lado dos leitos neonatais. Esses equipamentos permitem interação em tempo real entre as equipes locais e os profissionais do HPP. A comunicação remota, portanto, possibilita a análise de exames e a discussão de casos mais complexos. Além disso, permite a definição de condutas clínicas e o acompanhamento dos pacientes antes e depois de procedimentos cirúrgicos. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou a importância da iniciativa. “Estamos investindo para que os bebês cardiopatas sejam atendidos com mais rapidez, segurança e qualidade”, afirmou.

Parceria busca reduzir mortalidade infantil
O diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro Carneiro, explicou a motivação por trás do projeto. “É o amor às crianças, que tanto o Governo quanto o Hospital compartilham”, declarou. A meta, segundo ele, é atingir a marca inferior a 10 óbitos por mil nascidos vivos. O diretor-técnico do HPP, cardiologista Cassio Fon Ben Sum, reforçou a importância da organização da linha de cuidado. “A identificação da doença ainda na gestação e os cuidados adequados com o bebê são grandes desafios”, afirmou.
Cinco hospitais participam da primeira fase
O projeto começa com cinco hospitais da rede estadual. Participam da primeira fase o Hospital Regional do Norte Pioneiro (Santo Antônio da Platina), o Hospital Norospar (Umuarama), a Santa Casa de Paranavaí, a Santa Casa de Irati e o Hospital Regional do Sudoeste (Francisco Beltrão). Essas unidades, responsáveis por UTIs neonatais em regiões estratégicas, contarão com apoio técnico do HPP. Além disso, receberão capacitação de equipes e implementação de protocolos de atendimento.
Impacto estimado no Estado
O Paraná registra cerca de 150 mil nascimentos por ano. Estima-se que 1.200 bebês apresentem algum tipo de cardiopatia congênita. Desses, aproximadamente 400 precisarão de cirurgia ainda no período neonatal. Outros 600, por sua vez, deverão ser acompanhados em ambulatórios especializados. O projeto Bate-Bate Coração, portanto, foi desenvolvido para oferecer suporte a todos esses casos. A iniciativa, por fim, consolida o Paraná na vanguarda do uso de tecnologia em favor da vida.
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