Quádruplo homicídio em Icaraíma completa um ano sem desfecho
O quádruplo homicídio de Icaraíma completa um ano. A Polícia Civil afirma que mantém as investigações como prioridade e busca responsabilizar todos os envolvidos.

O quádruplo homicídio registrado na zona rural de Icaraíma completa um ano nesta quarta-feira (5). Em nota oficial, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) reafirmou que a completa elucidação do crime e a responsabilização criminal de todos os envolvidos continuam entre as prioridades da instituição.
O caso vitimou Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira (foto – redes sociais). Além das mortes, os criminosos ocultaram os corpos das vítimas em uma área rural do município.
Segundo a PCPR, as equipes iniciaram as investigações logo após o registro do desaparecimento das vítimas. Desde então, os policiais mantêm uma força-tarefa para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Investigação revelou ação planejada
De acordo com a Polícia Civil, as provas reunidas apontam que o grupo criminoso planejou a ação com antecedência. Conforme as investigações, os autores atraíram as vítimas para uma emboscada e utilizaram armas de diferentes calibres durante a execução.
Na sequência, os envolvidos esconderam os corpos e o veículo utilizado pelas vítimas em compartimentos subterrâneos clandestinos. Além disso, o grupo destruiu vestígios e adotou diversas estratégias para dificultar o trabalho das autoridades.
Para a Polícia Civil, esses elementos demonstram uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e forte atuação na região onde o crime ocorreu.
Força-tarefa reuniu diferentes órgãos
Ao longo dos últimos 12 meses, a investigação contou com a atuação integrada de diversos órgãos de segurança pública. Além das equipes da Polícia Civil, participaram dos trabalhos o Grupo TIGRE, a Polícia Militar, a Polícia Científica, o Corpo de Bombeiros Militar e a Força Nacional de Segurança Pública.
Da mesma forma, órgãos de segurança do Estado de São Paulo prestaram apoio durante as diligências. Segundo a PCPR, essa integração permitiu ampliar a produção de provas e fortalecer as linhas de investigação.
Durante esse período, as equipes realizaram centenas de diligências. Entre elas, destacam-se buscas em áreas rurais, levantamentos de inteligência, exames periciais, análises balísticas, extração de dados de dispositivos eletrônicos, quebras de sigilo autorizadas pela Justiça, análises telemáticas e oitiva de dezenas de testemunhas.

Antonio Buscariollo e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo são apontados como principais suspeitos dos crimes. Eles estão foragidos.
Polícia afirma que não há fatos novos
Apesar do intenso trabalho investigativo, a Polícia Civil informou que não existem fatos novos que possam ser divulgados neste momento. Por isso, permanecem válidas todas as informações oficiais já apresentadas anteriormente sobre o andamento do caso.
Ainda segundo a instituição, o conjunto probatório reúne elementos periciais, documentais, testemunhais, telemáticos e digitais. As equipes continuam analisando esse material para aprofundar as investigações e identificar todos os responsáveis.
Ao completar um ano do crime, a Polícia Civil reiterou solidariedade às famílias das vítimas e reafirmou que utilizará todos os recursos legais, técnicos e científicos disponíveis para esclarecer completamente o caso. Além disso, destacou que seguirá atuando no combate ao crime organizado, independentemente da estrutura, do poder econômico ou da influência dos envolvidos.
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