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O último fim de semana em Goioerê foi marcado por dois acidentes envolvendo patinetes elétricos. Um dos casos, registrado na noite de domingo, teve maior gravidade e envolveu um homem de 65 anos, que, mesmo após ser socorrido, acabou morrendo
O uso crescente de patinetes elétricos e bicicletas motorizadas em Goioerê preocupa a saúde e a segurança pública. Dados da Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito revelam um número alarmante de acidentes, especialmente com crianças e adolescentes.
Segundo o secretário Helton Maia, março registrou cerca de 20 atendimentos no pronto-socorro por acidentes com esses veículos leves. Na prática, isso equivale a quase um caso diário.
“E isso são apenas os casos que chegam ao pronto-socorro. Ainda existem aqueles que vão para outros hospitais ou que nem procuram atendimento médico”, destacou ele.
De acordo com Maia, os dados oficiais capturam apenas uma fração do problema. Muitos acidentes escapam das estatísticas, pois as vítimas buscam outros serviços de saúde ou ignoram o atendimento.
“A situação é ainda mais grave do que os números mostram. Há casos que não são registrados”, reforçou o secretário. Portanto, o risco real pode ser bem maior.
Um dos principais desafios é a ausência de regulamentação federal clara para esses veículos. Atualmente, municípios criam regras locais, mas enfrentam barreiras legais.
“Não existe uma lei federal clara. Os municípios estão tentando se adaptar, mas muitas medidas não têm eficácia. Além disso, o trânsito nem sempre é totalmente municipalizado, o que dificulta a fiscalização”, explicou Maia.
Outro ponto importante é o papel dos pais e responsáveis. A maioria dos acidentes envolve jovens sem equipamentos de proteção, como capacete.
Segundo relatou o secretário, grande parte dos usuários não usa capacete ou qualquer item de proteção. E muitos são menores de idade. Ele destacou que a responsabilidade começa dentro de casa, assim, a conscientização familiar é essencial.
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É comum observar pela cidade pessoas utilizando patinetes e outros veículos elétricos cometendo imprudências comuns, como:
Essas condutas elevam drasticamente o perigo de lesões graves.
Diante desse cenário, a Prefeitura intensificará uma campanha educativa. Ela envolverá escolas, forças de segurança e a comunidade, com foco nos jovens.
“Só palestra não está sendo suficiente. Precisamos de algo mais forte, que realmente chame a atenção e mude o comportamento”, destacou Maia. A ação coincide com o Maio Amarelo, mês dedicado à segurança no trânsito.
Por fim, o secretário fez questão de ressaltar que o objetivo não é banir os patinetes, mas promover uso responsável. “Não somos contra o uso. Sabemos que é um meio acessível. O que queremos é segurança para evitar acidentes e salvar vidas”.
Com os casos em alta, a Secretaria apela por uso consciente. Se nada for feito, esses números vão continuar crescendo. Por isso é necessária a participação de toda a sociedade.
O médico ortopedista Guilherme Martins, que atua no pronto-socorro de Goioerê, confirma a preocupação e destaca a frequência dos atendimentos.
“Praticamente todos os dias atendemos pacientes com quedas de patinete, muitos com fraturas e traumas que poderiam ser evitados com o uso de equipamentos de segurança.”
Segundo ele, os casos envolvem pessoas de diferentes idades, e a ausência de proteção é um fator comum.
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