A saída de Flávio Bolsonaro do país gerou forte reação política. O governador eleito do Paraná, Sergio Moro, classificou a atitude como compreensível nesta terça-feira, 27. Moro criticou a apreensão do passaporte do senador logo após as eleições. Dessa forma, ele questionou a normalidade institucional brasileira.
O governador eleito usou as redes sociais para defender o senador derrotado. “Em que tipo de país o candidato da oposição tem o passaporte apreendido no dia seguinte à eleição?”, questionou. Além disso, Moro afirmou que o Brasil segue longe da normalidade institucional. Portanto, ele considera a saída compreensível no atual contexto. O governador também destacou a expressividade das urnas. Ele lembrou que Flávio recebeu 59 milhões de votos no pleito. Consequentemente, a medida judicial contra o senador gerou enorme repercussão nacional.
Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira com a Argentina a pé, segundo a emissora Todo Noticias. Ele usou apenas o documento de identidade para deixar o território brasileiro. Posteriormente, o senador embarcou em um voo privado para os Estados Unidos. Acompanhado da mulher e das filhas, ele chegou ao destino americano em segurança. O site argentino Infobae confirmou a versão da emissora local. Segundo o veículo, o senador organizou a saída do país de forma discreta. Além disso, o trajeto terrestre até Puerto Iguazú facilitou a travessia rápida.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a apreensão dos passaportes antes da viagem. Consequentemente, a Polícia Federal comunicou ao magistrado o descumprimento da ordem judicial. Dessa forma, a corporação cancelou os documentos no sistema de controle. Paralelamente, o Departamento de Estado americano confirmou que concederá vistos ao senador e à sua família. A atitude do senador provocou um impasse diplomático entre os países. Contudo, as autoridades americanas já sinalizaram que não criarão barreiras para a entrada dele. Enquanto isso, a Polícia Federal mantém as investigações sobre a saída irregular.
Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota para o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. O segundo turno ocorreu no último domingo, 25. O mandato do senador termina em 31 de janeiro de 2027. Na mesma data, ele perderá o foro por prerrogativa de função. A posse presidencial acontece em 1º de janeiro. Portanto, Flávio terá menos de um ano de mandato pela frente. Além disso, as investigações no STF devem avançar sem o foro privilegiado a partir de 2027.
Com informações da Agência ESTADO.
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