Um papo de mulher sobre Saúde Feminina: A médica ginecologista, Dra. Alessandra de Carli desvenda Endometriose, SOP e Contraceptivos
A gente sabe que a saúde da mulher é um assunto cheio de detalhes e que sempre gera muitas perguntas. Para clarear algumas dessas questões, batemos um papo superimportante com a Dra. Alessandra de Carli, uma ginecologista que entende tudo do assunto. Ela nos ajudou a entender melhor a endometriose, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e, além disso, como escolher o melhor método contraceptivo.
A Dra. Alessandra de Carli nos explicou direitinho o que é a endometriose: imagine um tecido que deveria ficar só dentro do útero, mas que resolve crescer em outros lugares do corpo. O problema é que ele continua agindo como se estivesse no útero, sangrando e inflamando a cada mês, só que não tem para onde sair. O resultado? Dores fortíssimas, cólicas de tirar o fôlego e, muitas vezes, dificuldade para engravidar.
“É fundamental entender que a dor menstrual intensa não é normal“, alerta a ginecologista. “Muitas mulheres sofrem por anos, acreditando que a dor faz parte do ciclo, no entanto, cólicas que incapacitam ou que se espalham para outras regiões do corpo, como costas e pernas, são sinais de alerta!” A Dra. Alessandra de Carli explica que a endometriose pode aparecer em vários lugares, como ovários, trompas, intestino e, em casos mais raros, até no cérebro. O diagnóstico, ela conta, muitas vezes só acontece quando a mulher tenta engravidar e percebe que algo não está certo.
O tratamento, segundo a Dra. Alessandra, busca aliviar a dor, diminuir a inflamação e, se a mulher quiser, ajudar na fertilidade. “Mudar o estilo de vida, principalmente a alimentação, pode ser um ótimo começo para reduzir a inflamação. E sim, métodos contraceptivos que ‘pausam’ a menstruação são muito usados para controlar o crescimento desse tecido”, ela comenta.
A Dra. Alessandra de Carli faz questão de diferenciar a SOP da endometriose. Enquanto a endometriose é mais sobre dor e inflamação, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um desequilíbrio metabólico, como esclarece a médica. “Mesmo que possa causar algum desconforto, os sintomas mais marcantes da SOP vêm dos hormônios”, explica. Mulheres com SOP podem ter ciclos menstruais irregulares, acne, pelos em excesso no corpo e rosto (o tal do hirsutismo) e, por vezes, dificuldade para engravidar.
A ginecologista também nos lembra que a SOP traz riscos para a saúde a longo prazo, como uma chance maior de desenvolver diabetes e, em alguns casos, até câncer de endométrio, por causa da estimulação hormonal sem a menstruação adequada. “O tratamento da SOP geralmente começa com mudanças no estilo de vida, como perder peso, o que pode fazer uma grande diferença nos hormônios. Anticoncepcionais também são comuns para regular o ciclo e controlar a acne e os pelos”, detalha a Dra. Alessandra. E um ponto importante: “Nem toda mulher com SOP será infértil! Muitas conseguem engravidar com o tratamento certo.”
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Hoje em dia, a variedade de métodos contraceptivos é enorme, e a Dra. Alessandra de Carli é categórica: “A escolha do método mais adequado precisa ser sempre individualizada e feita junto com o seu ginecologista.” Existem opções hormonais, como pílulas, anéis vaginais, implantes e DIUs hormonais (Mirena, Kyleena), e as não hormonais, como o DIU de cobre.
A doutora orienta que, ao decidir, é preciso considerar todo o histórico de saúde da mulher, incluindo enxaquecas com aura, casos de trombose ou câncer de mama na família. “Por exemplo, para mulheres com esses riscos, os métodos não hormonais, como o DIU de cobre, podem ser mais indicados por serem mais seguros“, ela exemplifica.
O DIU, tanto hormonal quanto não hormonal, tem sido uma excelente pedida para muitas mulheres, oferecendo proteção por bastante tempo (o hormonal pode durar até 8 anos!) e uma melhora significativa na qualidade de vida, especialmente para quem sofre com cólicas terríveis ou sangramento intenso. “A inserção pode causar dor, sim, mas é um procedimento feito no consultório e, em alguns casos, podemos usar sedação para deixar tudo mais tranquilo“, explica a Dra. Alessandra.
Um mito que a Dra. Alessandra de Carli faz questão de desmistificar é a ideia de que precisamos “dar um tempo” do anticoncepcional ou trocá-lo de tempos em tempos. “Se o método está funcionando bem e não há nenhuma contraindicação, não precisa parar ou trocar! Mas, claro, o acompanhamento médico regular é fundamental para ver se está tudo certo e se o corpo está se adaptando bem”, ela pontua.
Para as mulheres que sonham em engravidar, a Dra. Alessandra de Carli recomenda conversar com o ginecologista com pelo menos três meses de antecedência. “Esse tempo é importante para o corpo se preparar e para o médico orientar sobre a interrupção do contraceptivo e a suplementação necessária“, ela explica. E um alerta: depois de parar alguns métodos, como as injeções contraceptivas, a fertilidade pode demorar um pouco mais para voltar, às vezes até dois anos.
Em todas as fases da vida, cuidar de si e buscar informação de qualidade são essenciais para a saúde feminina. A Dra. Alessandra de Carli deixa um recado final muito importante: “Não hesite em procurar um ginecologista para qualquer dúvida ou sintoma. A consulta regular permite o diagnóstico precoce de condições como endometriose e SOP, além disso, garante a escolha do método contraceptivo mais seguro e eficaz para cada mulher. Lembre-se: seu corpo fala, e a dor nunca deve ser ignorada ou normalizada!“
Conheça a Especialista: Dra. Alessandra de Carli
Para aprofundar-se nesses temas e buscar orientação personalizada sobre saúde feminina, a Dra. Alessandra de Carli, médica ginecologista, atende na Garcia Medical Center, localizada na Av. 19 de agosto, 850, em Goioerê. WhatsApp (44) 9 98.23-0693
Conteúdo extraído e compilado do bate-papo no programa Almanaque na 104 FM.
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