O SUS adotou um novo exame para rastrear o câncer colorretal. O Ministério da Saúde anunciou a incorporação nesta quinta-feira (21). Dessa forma, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame de referência. Ele atenderá homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos. De acordo com a pasta, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92%. Essa taxa é ideal para identificar possíveis alterações. Além disso, a estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros. Portanto, a prevenção e a detecção precoce ganham um reforço importante.
Esse tipo de câncer ocupa a segunda posição no Brasil. A estatística exclui apenas os tumores de pele não melanoma. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou estimativas preocupantes. Para cada ano do triênio 2026-2028, a projeção é de 53,8 mil novos casos. Além disso, um estudo recente estimou um aumento significativo. As mortes por esse tipo de câncer podem quase triplicar até 2030. Uma das razões explica a grande mortalidade da doença. Afinal, a maioria dos pacientes descobre o câncer em estágios avançados. Por outro lado, o rastreamento organizado quer justamente impedir esse cenário.
O FIT é um exame de fezes simples e eficaz. Ele detecta pequenas quantidades de sangue oculto. Essas manchas são invisíveis a olho nu. O sangue pode ser sinal de pólipos ou lesões pré-cancerígenas. Ele também pode indicar câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos, o FIT utiliza anticorpos específicos. Eles identificam apenas sangue humano, aumentando a precisão do teste. Para começar, o paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material segue para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente receberá um encaminhamento. Ele fará exames complementares, como a colonoscopia. Esse procedimento é o padrão-ouro para avaliação do intestino. Ele permite visualizar diretamente o cólon e o reto. Além disso, o médico pode retirar pólipos durante o exame. Assim, evita que algumas lesões evoluam para câncer.
O exame FIT traz diversas vantagens práticas para o paciente. Por exemplo, ele não exige preparo intestinal prévio. Também não necessita de dieta restritiva antes da coleta. O teste pode ser feito com apenas uma amostra. Além disso, ele é menos invasivo do que outros procedimentos. Consequentemente, a população tende a aderir mais facilmente. Uma diretriz com as orientações para essa nova testagem já existe. Especialistas elaboraram o documento cuidadosamente. Em março deste ano, a Conitec emitiu um parecer favorável. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS aprovou a mudança. Por fim, o SUS adota oficialmente o novo exame para rastrear o câncer colorretal.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL
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