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Três condenados por chacina recebem mais de 200 anos de prisão

Após três dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Irati condenou três pessoas pela chacina da Vila São João, ocorrida em junho de 2022. O caso abalou a cidade e mobilizou autoridades e moradores durante as sessões realizadas entre os dias 4 e 6 de novembro.

O Conselho de Sentença atribuiu a responsabilidade pelos cinco homicídios qualificados a Arnoldo Skubisz Neto, Franciele Skubisz e Welliton da Silva Rodrigues. O juiz Dawber Gontijo Santos proferiu a sentença no Fórum da Comarca de Irati, encerrando o julgamento mais longo da história do município.

Crimes aconteceram em 2022

Os crimes aconteceram no bairro Vila São João, onde os autores executaram as vítimas a tiros. As vítimas foram: Wellington Vieira de Andrade (21), Jaine Shaiane Fernandes (27), Alex César Ferreira (24), Danilo Vinícius Gaioch Conrado (18) e Ednaldo de Souza Nascimento (33).

Franciele Skubisz recebeu pena de 94 anos, 4 meses e 7 dias de prisão. Enquanto que Welliton da Silva Rodrigues cumprirá 71 anos, 10 meses e 22 dias. Arnoldo Skubisz Neto, então policial militar, foi sentenciado a 38 anos, 4 meses e 15 dias. No entanto, a legislação brasileira limita o tempo máximo de reclusão a 40 anos.

Durante o julgamento, o promotor Eduardo Ratto apresentou provas técnicas, incluindo laudos balísticos, exames genéticos, registros telefônicos e vestígios de armas e veículos. Por sua vez a defesa tentou invalidar as evidências, alegando que Arnoldo não esteve na cena do crime. O Ministério Público, porém, refutou os argumentos e reforçou a acusação.

Os debates intensos prenderam a atenção do público. Familiares das vítimas, autoridades locais e moradores lotaram o plenário durante os três dias de sessões, transmitidas ao vivo pelo TJPR.

Após a leitura da sentença, os réus saíram do Fórum sob custódia e iniciaram o cumprimento da pena em regime fechado. Apesar disso, os advogados anunciaram que recorrerão da decisão dentro dos prazos legais.

Os jurados identificaram também qualificadoras como meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e intenção de garantir a impunidade de outro crime. A decisão expressa uma resposta firme da Justiça diante de um dos episódios mais brutais da história recente de Irati.

Fonte: MPPR – Assessoria e Folha de Irati

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Redação 104 News

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