A fila de espera por atendimento neuropediátrico em Goioerê preocupa cada vez mais as famílias que aguardam por uma consulta especializada para seus filhos. Diante desse cenário, a vereadora Ivonete Avelina da Rocha (foto) protocolou o Requerimento nº 053/2026 na Câmara Municipal, endereçado ao prefeito Pedro Antônio de Oliveira Coelho.
O documento cobra informações detalhadas sobre a oferta de consultas com neuropediatra no município e também por meio do CISCOMCAM, consórcio intermunicipal de saúde da região de Campo Mourão. A parlamentar quer saber, por exemplo, quantas crianças aguardam a primeira consulta e quantas esperam por retorno ou acompanhamento.
Além disso, ela exige transparência sobre o número total de consultas ofertadas mensalmente, incluindo primeiros atendimentos e retornos.
Outro ponto crucial do requerimento diz respeito à força de trabalho disponível. A vereadora pergunta quantos médicos neuropediatras atuam atualmente pelo município e quantos atendem via CISCOMCAM para suprir a demanda local. Ela também quer saber qual é o número médio de consultas realizadas por cada profissional mensalmente.
Esses dados são essenciais para dimensionar o gargalo do sistema, já que a falta de especialistas costuma ser um dos principais entraves para a redução das filas. A cobrança reflete a angústia de mães atípicas, que relatam meses de espera por uma vaga.
O requerimento também aborda diretamente o sofrimento das famílias ao questionar o tempo médio de espera atual para a primeira consulta e para o retorno. A vereadora ainda indaga se há possibilidade de ampliar o número de consultas ofertadas e, em caso positivo, qual é a previsão para que essa ampliação ocorra. Da mesma forma, ela pergunta se existe a possibilidade de contratar mais neuropediatras, seja diretamente pela prefeitura ou por intermédio do consórcio, e quais medidas já estão sendo adotadas nesse sentido.
Além das perguntas objetivas, a parlamentar quer saber quais providências foram efetivamente tomadas desde a reunião realizada em 14 de julho de 2026, quando o tema da ampliação do atendimento foi discutido. Ela também solicita um plano ou cronograma formal para solucionar ou, ao menos, reduzir a fila de espera, com prazos claros e metas definidas. Dessa forma, o requerimento não apenas expõe a gravidade da situação, mas também pressiona o Poder Executivo a agir com transparência e urgência.
O documento será lido durante o expediente da 29ª Sessão Ordinária de 2026, marcada para 31 de agosto às 19h, e, após a aprovação do plenário, será enviado ao prefeito. A expectativa é que as respostas cheguem rapidamente, pois a demora no atendimento neuropediátrico pode comprometer o desenvolvimento de crianças que dependem de diagnóstico e intervenção precoces.
Enquanto isso, a vereadora Ivonete Rocha reafirma seu papel fiscalizador e cobra ações concretas para que nenhuma criança continue esperando indefinidamente por um direito essencial à saúde.
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