Violência doméstica gera três atendimentos policiais
Polícia Militar registra três casos de violência doméstica em Iporá e Umuarama, com ameaças, lesões e danos, e orienta vítimas sobre medidas protetivas.

A violência doméstica mobilizou equipes da Polícia Militar em três atendimentos distintos na região, entre a noite de 1º de outubro e a madrugada de 2 de outubro de 2026. No primeiro caso, em Iporá, uma solicitante acionou o COPOM e informou que seu pai estaria agredindo a companheira dentro da residência do casal.
A equipe policial deslocou-se rapidamente ao endereço indicado no Centro e fez contato com a vítima, de 63 anos, enquanto o autor, de 55 anos, já havia deixado o local. A mulher relatou que o companheiro proferiu xingamentos contra ela e que agressões verbais e comportamentos intimidatórios ocorrem com frequência ao longo de cerca de oito anos de convivência.
Ameaças recorrentes preocupam vítima de 63 anos
Além disso, a vítima contou que o uso frequente de bebidas alcoólicas pelo autor agrava os episódios de violência e aumenta a tensão dentro de casa. A equipe ofereceu atendimento médico, mas a mulher não apresentava sinais visíveis de lesão e recusou o encaminhamento naquele momento. Ela declarou sentir-se segura para permanecer no imóvel e manifestou interesse de se mudar para outra localidade posteriormente.
Diante disso, os policiais prestaram orientações detalhadas sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha, os canais de denúncia e o procedimento para solicitar Medida Protetiva de Urgência. A equipe confeccionou o Boletim de Ocorrência para registrar os fatos e encaminhar as informações aos órgãos competentes.
Término de relacionamento termina em agressão na Zona II
Em Umuarama, a Polícia Militar recebeu chamado via 190 para atender uma ocorrência de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar na Zona II. No local, a vítima, de 24 anos, relatou que manteve um relacionamento com o autor, de 25 anos, por aproximadamente quatro meses e decidiu pelo término no dia anterior.
Na data dos fatos, o homem retornou ao imóvel acompanhado de terceiros e exigiu que a mulher usasse o próprio celular para contatar fornecedores de substâncias entorpecentes. Diante da recusa, ele tentou tomar o aparelho com violência e desferiu agressões físicas, segurando-a pelo pescoço, além de proferir xingamentos e ameaças.
A vítima reagiu para se defender e conseguiu cessar a ação agressiva, enquanto o autor evadiu-se antes da chegada da guarnição. A equipe realizou patrulhamento e buscas nas imediações, porém não localizou o suspeito até o encerramento do atendimento.
Vítima de 40 anos sofre socos e tem celular danificado
Posteriormente, a guarnição atendeu outro caso no Parq. Bonfim, também em Umuarama, envolvendo uma vítima de 40 anos e um autor de 25 anos. A mulher informou que mantém um relacionamento há cerca de um mês com o companheiro, identificado pelas iniciais P. R. L. N.
Segundo o relato, após visualizar uma mensagem no telefone dele, ela iniciou uma discussão e desferiu um tapa no rosto do homem. Em reação, ele agrediu a vítima com diversos socos, atingindo a região da boca e do ouvido, além de segurá-la com força pelos braços e provocar hematomas.
Na sequência, o autor tomou o aparelho celular da mulher, danificou o equipamento e evadiu-se do local antes da chegada da equipe policial. A guarnição realizou buscas nas imediações, mas não localizou o suspeito. Devido aos ferimentos, a equipe encaminhou a vítima ao Pronto Atendimento Municipal para avaliação médica e, após a liberação, conduziu-a com segurança até a residência de uma vizinha.
Orientações e medidas protetivas seguem para a delegacia
A mulher recebeu orientações quanto aos procedimentos cabíveis, inclusive sobre a formalização da representação e a solicitação de Medida Protetiva de Urgência junto à Delegacia da Mulher. A Polícia Militar encaminhou o Boletim de Ocorrência à Delegacia da Mulher para conhecimento e providências de polícia judiciária.
Dessa forma, os três casos seguem para investigação, e as vítimas podem buscar apoio nos canais de denúncia e nos serviços de proteção. Portanto, a população deve acionar o 190 ou o COPOM ao presenciar situações de violência doméstica, ameaça ou agressão. Por fim, as autoridades reforçam que a denúncia é essencial para interromper o ciclo de violência e garantir a segurança das mulheres.
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