Abelhas mortas: Gaema firma TAC de R$ 100 mil
Após mortandade de abelhas em Tapejara, Gaema firma TAC com duas empresas que pagarão R$ 100 mil para reparar danos ambientais.

O Gaema de Umuarama firmou termos de ajustamento de conduta (TAC) com duas empresas após a mortandade de mais de 300 colmeias em Tapejara. O dano ambiental atingiu abelhas da espécie Europa, essenciais para a polinização. As investigações apontaram a pulverização aérea irregular de agrotóxico como causa direta do problema.
O veneno e a irregularidade
O produto utilizado tem como base o princípio ativo Tiametoxam. A aplicação aconteceu sem respeitar os parâmetros técnicos de segurança. Além disso, o Ibama proíbe expressamente a pulverização aérea desse inseticida. A razão é clara: a substância possui altíssima toxicidade para insetos polinizadores. Portanto, a conduta violou diretrizes ambientais e colocou em risco a biodiversidade local.

Responsabilidade assumida pelas empresas
As duas companhias reconheceram a responsabilidade civil objetiva e solidária. Sendo assim, uma delas é a contratante do serviço, enquanto a outra executou a aplicação. Ambas assinaram os compromissos extrajudiciais propostos pelo Ministério Público. Como resultado, cada empresa pagará R$ 50 mil, totalizando R$ 100 mil em indenização.
Destino dos recursos e impacto da medida
O valor será destinado ao Fundo Estadual de Meio Ambiente. O Gaema justificou a indenização pela gravidade da perda dos agentes polinizadores. Esses insetos desempenham um papel vital na manutenção dos ecossistemas. Dessa forma, a atuação do MPPR busca não apenas reparar o dano já causado. A meta principal é também inibir novas violações às normas de defesa agropecuária e de proteção à saúde pública.
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