A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) dá início à Campanha de Atualização de Rebanho de 2026. A ação começa nesta sexta-feira, 1º de maio. O prazo final para os produtores vai até 30 de junho. A campanha é anual e abrange todas as espécies animais. Portanto, produtores devem cadastrar bois, búfalos, cabras e ovelhas. Também precisam incluir suínos, cavalos, jumentos e mulas. Igualmente obrigatórias estão abelhas, galinhas e peixes.
A atualização dos plantéis não é uma mera recomendação. Ela constitui obrigação legal para todo produtor rural. Aqueles que não cumprirem a exigência sofrerão sérias consequências. O principal impacto é o impedimento de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA). Sem esse documento, nenhum animal pode circular legalmente. Isso vale para transporte entre propriedades ou para abatedouros. Dessa forma, o comércio fica completamente inviabilizado. Além disso, o produtor sujeita-se a autuações e multas.
O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, destaca a importância da campanha. Ele ressalta os resultados alcançados pela defesa agropecuária paranaense. Hoje, o Paraná é um Estado livre da febre aftosa. Também é livre da peste suína clássica. Essas conquistas abriram portas para mais de 170 países. “Graças a essa informação que o produtor tem nos fornecido anualmente”, afirma o diretor. Ele ainda faz um apelo especial a todas as entidades do setor. Sindicatos rurais, cooperativas e instituições devem ajudar na divulgação.
A atualização do rebanho traz vantagens concretas para todos os envolvidos. Primeiro, ela possibilita a emissão regular da GTA. Segundo, contribui para a manutenção do status sanitário estadual. O Paraná alcançou o padrão de território livre de febre aftosa sem vacina em 2021. Todo o Brasil atingiu essa marca em 2025. Esse reconhecimento permite acesso a mercados rigorosos como Chile, Coreia do Sul e Japão.
O chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, explica a importância estratégica. “A atualização permite que a Adapar conheça com precisão a realidade do campo”, afirma. O veterinário destaca os animais existentes e sua distribuição geográfica. Com esses dados, a agência planeja ações de defesa sanitária. Também consegue responder rapidamente a emergências zoossanitárias. Entre as ameaças estão febre aftosa, influenza aviária e pestes suínas clássica e africana.
Outro benefício crucial envolve o fortalecimento da rastreabilidade animal. Dados atualizados aumentam a capacidade de monitoramento. A Adapar pode controlar zoonoses de grande importância econômica. Exemplos incluem influenza aviária de alta patogenicidade, raiva dos herbívoros, brucelose e tuberculose bovinas. “Essa atualização permite manter nossos status sanitários e mercados”, complementa Rafael Gonçalves Dias.
Os produtores dispõem de várias opções para realizar a atualização. Podem usar o aplicativo Paraná Agro, disponível para celulares. Outra alternativa é acessar o site oficial da Adapar. Por fim, há atendimento presencial nos escritórios locais da autarquia. Sindicatos rurais e escritórios municipais também oferecem o serviço. Em Goioerê, o escritório da Adapar funciona na Rua Antonio Moulin, 460, no centro. O telefone para contato é (44) 3522 3652. A campanha segue até 30 de junho.
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