Foto: Breno Lobato/Divulgação Embrapa
A poucos dias do início da colheita em diversas regiões do Paraná e do sul de Mato Grosso do Sul, a C.Vale reforça a importância da dessecação pré-colheita e do manejo rigoroso de plantas daninhas nas lavouras de soja. Segundo o supervisor agronômico da cooperativa, Fernando Taffarel Zanelato, a prática padroniza a maturação, diminui a interferência de invasoras no momento da colheita e, sobretudo, contribui para entregar grãos mais limpos e uniformes à indústria. Além disso, o especialista chama a atenção para infestações relevantes observadas a campo, o que, por sua vez, exige ações técnicas imediatas por parte dos produtores.
À medida que a cultura caminha para o fim do ciclo, a maturação naturalmente ocorre de forma desigual entre talhões e, até mesmo, dentro do mesmo talhão. Desse modo, a dessecação pré-colheita torna-se uma ferramenta útil para:
Em outras palavras, ao padronizar a lavoura, o produtor otimiza sua janela de colheita e, ao mesmo tempo, protege indicadores de qualidade na recepção.
De acordo com a C.Vale, as áreas têm registrado presença significativa de Buva, Caruru, Picão-preto, Trapoeiraba, Leiteiro, Pé‑de‑galinha, Milho tiguera, Vassourinha e sorgo‑de‑alepo, entre outras.
Essas espécies, em maior ou menor grau, competem por luz, água e nutrientes. Como resultado, há redução do potencial produtivo e, não raro, queda na produtividade final das lavouras. Além disso, a presença de sementes e partes vegetativas na colheita eleva o nível de impurezas, o que, por sua vez, prejudica a qualidade do lote e pode acarretar descontos na classificação. Vale destacar que certas espécies são consideradas de grande importância quarentenária e demandam manejo criterioso para evitar disseminação.
Para reduzir a pressão de plantas daninhas neste e nos próximos ciclos, a orientação técnica da C.Vale enfatiza um programa contínuo de manejo. Assim sendo:
Em resumo, o sucesso do manejo depende de decisão técnica, janela correta e, sobretudo, disciplina operacional.
Quando a dessecação é feita no momento certo, a colheita tende a ocorrer com menor teor de umidade de plantas daninhas e, consequentemente, com menores níveis de impurezas. Nesse contexto, a massa de grãos chega mais limpa às Unidades de Recebimento, o que, além de reduzir custos de limpeza e secagem, também facilita a armazenagem. Do mesmo modo, a padronização dos lotes contribui para a qualidade industrial, favorecendo o destino e a valorização do produto no mercado.
Diante do cenário descrito, a C.Vale reforça que o produtor procure a equipe técnica da cooperativa. Afinal, cada área tem histórico, banco de sementes e nível de resistência distintos. Portanto, uma recomendação personalizada garantirá, ao mesmo tempo, eficiência agronômica e segurança operacional. Em última análise, essa combinação protege a produtividade e a qualidade dos grãos entregues à cooperativa.
Por que consultar assistência técnica? Para ajustar moléculas, doses e tecnologia de aplicação ao histórico da área, estágio fenológico e pressão de daninhas, garantindo eficiência e segurança.
O que é a dessecação da soja? É a aplicação de dessecantes antes da colheita para uniformizar a maturação das plantas e facilitar a operação, reduzindo impurezas e perdas.
Quando realizar a dessecação? Próximo ao ponto de colheita, conforme recomendação técnica para o estágio da lavoura. O timing correto evita impactos na qualidade e na conformidade de resíduos.
Quais daninhas mais preocupam nesta safra? Buva, caruru, picão-preto, trapoeraba, leiteiro, milho tiguera, capim-pé-de-galinha, vassourinha e sorgo-de-alepo demandam manejo integrado e monitoramento constante.
A dessecação substitui o manejo de daninhas? Não. A dessecação ajuda na uniformidade e operação de colheita, mas o controle de daninhas deve começar no pré-plantio e seguir com pré e pós-emergentes.
Fonte: Entrevista e orientações técnicas de Fernando Taffarel Zanelato, supervisor agronômico da C.Vale.
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