COTIDIANO

Casal é condenado a mais de 300 anos por exploração de adolescentes

A Vara Criminal de Rio Branco do Sul condenou um casal a mais de 300 anos de prisão. A sentença, por sua vez, foi proferida na última terça-feira (16). O homem de 63 anos pegou 358 anos, 2 meses e 11 dias. A mulher de 34 anos, por sua vez, recebeu 319 anos, 8 meses e 8 dias. O casal, afinal, é o pai de uma das meninas e sua companheira. As vítimas, por sinal, são duas irmãs por parte de mãe. Elas tinham 13 e 15 anos à época dos crimes. Os fatos, então, ocorreram a partir de outubro de 2024.

Início dos crimes

Os denunciados, segundo as investigações, convidaram as meninas para um passeio. No carro, as adolescentes tiveram os rostos cobertos. Um capuz, por exemplo, impedia que vissem o caminho. Elas foram levadas para uma residência em Curitiba. Lá, os criminosos as coagiam a produzir vídeos íntimos. Depois das primeiras filmagens, a chantagem começou. Os agressores, então, exigiam conteúdos cada vez mais explícitos. As produções, por sinal, ocorriam na casa das vítimas. Elas moram em Rio Branco do Sul.

Metas e ameaças

Os criminosos estipularam metas diárias de produção. As meninas, então, precisavam cumprir as determinações. Caso contrário, os agressores divulgariam o material. Eles ameaçaram enviar as imagens a familiares. Além disso, ameaçaram pessoas do convívio das vítimas. Os criminosos, por exemplo, enviaram fotos à empregadora da mãe. Eles também ameaçaram matar o pai de uma das meninas. A avó materna de ambas também foi ameaçada.

Denúncia e prisão

Os crimes prosseguiram até fevereiro de 2025. A mãe das adolescentes, então, denunciou os fatos. Ela procurou a Polícia Civil do Paraná. As investigações, por sua vez, comprovaram a gravidade dos crimes. O casal foi denunciado pela 1ª Promotoria de Justiça. Os crimes incluem associação criminosa e tráfico de pessoas. Além disso, produção de pornografia infantojuvenil e ameaça. Estupro de vulnerável e corrupção de menores completam a lista. O casal já estava preso preventivamente. Eles permanecem detidos para cumprir a pena. O processo, por fim, ainda pode ter recursos. Os autos, afinal, tramitam sob sigilo.

Com informações do MPPR – Assessoria

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Redação 104 News

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