Um casal foi preso por maus-tratos a uma criança de 2 anos na zona I de Umuarama, por volta das 12h50 desta segunda-feira (19). A Polícia Militar atendeu a ocorrência após acionamento via COPOM. Testemunhas presenciaram o padrasto, um homem de 22 anos monitorado por tornozeleira eletrônica, colocar a menor de castigo na calçada. Ele arremessou a criança ao solo de forma enérgica. Em seguida, diante do choro do bebê, a mãe, de 23 anos, aproximou-se e desferiu agressões físicas com um chinelo. Dessa forma, o casal responderá por violência doméstica e maus-tratos.
A equipe policial chegou ao local após o acionamento. As testemunhas relataram os fatos aos policiais. Além disso, o Conselho Tutelar foi acionado imediatamente para a salvaguarda dos direitos da criança. A medida segue as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), da Lei Menino Bernardo e da Lei Henry Borel. Paralelamente, os policiais colheram informações e ouviram as pessoas presentes. Durante a avaliação inicial, conselheiras constataram marcas e vermelhidão nas costas do bebê. Por conseguinte, a equipe priorizou a proteção da criança e a coleta de provas.
O casal também proferiu ameaças contra a testemunha que chamou a polícia. Essa conduta agravou a situação e reforçou a necessidade de prisão em flagrante. Afinal, as ameaças tentaram intimidar quem colaborou com a ação policial. No entanto, a equipe manteve o controle da ocorrência. Posteriormente, os policiais deram voz de prisão ao homem e à mulher. Em seguida, encaminharam os dois à 7ª Subdivisão Policial de Umuarama. Na unidade, a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante e adotou as demais providências legais. Dessa forma, o casal permanece à disposição da Justiça.
A criança ficou sob acompanhamento do Conselho Tutelar. O órgão garantiu a proteção integral da menor e acompanhará o caso. Além disso, as conselheiras orientaram os responsáveis legais sobre os procedimentos. Enquanto isso, a Polícia Civil investigará as circunstâncias das agressões. A corporação também apura as ameaças contra a testemunha. Por fim, a ocorrência reforça a importância de denunciar casos de maus-tratos e violência doméstica. A população pode acionar o 190 ou o Conselho Tutelar diante de situações suspeitas. A ação rápida das testemunhas e das equipes garantiu a retirada da criança do ambiente de risco.
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