Ouça aqui:

Clima atual

Goioerê/PR

--º

--º

BRASIL

Dengue eleva risco de paralisia em 30 vezes

Estudo da Fiocruz revela que dengue aumenta em 17 vezes o risco de Síndrome de Guillain-Barré. Pesquisadores alertam para complicação neurológica grave.

Redação 104 News

Redação 104 News

Dengue eleva risco de paralisia em 30 vezes

Compartilhe:

dengue aumenta significativamente o risco de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré (SGB). Pesquisadores da Fiocruz Bahia e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres realizaram o estudo. Eles publicaram os resultados na revista New England Journal of Medicine.

Os infectados pelo vírus da dengue têm um risco 17 vezes maior de desenvolver SGB. Esse período crítico abrange as seis semanas seguintes à infecção. Contudo, o risco se torna ainda mais alarmante nas duas primeiras semanas. Nesse intervalo, a chance chega a ser 30 vezes maior. Portanto, a relação entre as duas doenças se mostra fortíssima.

Números absolutos preocupam

Em números absolutos, para cada 1 milhão de casos de dengue, 36 pessoas podem desenvolver SGB. Esse número parece pequeno. Entretanto, ele se torna relevante diante das epidemias recorrentes no país.

Os pesquisadores da Fiocruz Bahia analisaram três grandes bases de dados do SUS. Eles examinaram internações hospitalares, notificações de casos de dengue e registros de mortes. Na análise, eles identificaram mais de 5 mil hospitalizações por SGB entre 2023 e 2024. Dessas, 89 ocorreram logo após o paciente apresentar sintomas da dengue. Dessa forma, o estudo confirma a associação entre as duas enfermidades.

Alerta para gestores e médicos

Os pesquisadores fazem um alerta urgente. Gestores de saúde pública devem incorporar a SGB como complicação pós-dengue nos protocolos de vigilância. Durante surtos de dengue, os sistemas de saúde precisam se preparar. Eles devem identificar precocemente casos de fraqueza muscular. Além disso, precisam dispor de leitos de UTI e suporte ventilatório.

As estratégias de vigilância ativa de SGB devem ser acionadas nas semanas seguintes ao pico de casos de dengue. O levantamento também ajuda profissionais médicos, enfermeiros e neurologistas. Eles devem suspeitar de SGB diante de um paciente com histórico recente de dengue. Os sintomas incluem fraqueza nas pernas ou formigamento nas últimas seis semanas.

O diagnóstico precoce se mostra fundamental. O tratamento com imunoglobulina ou plasmaférese funciona melhor quando iniciado rapidamente. Os autores também incentivam a notificação dos casos de SGB pós-dengue. Essas notificações devem ir às vigilâncias epidemiológicas municipais ou estaduais.

Prevenção continua sendo a melhor arma

Atualmente, não existe tratamento antiviral específico para a dengue. O manejo se baseia em hidratação e suporte clínico. Portanto, a prevenção continua sendo a medida mais eficaz.

O combate ao mosquito Aedes aegypti e a vacinação contra a dengue podem reduzir drasticamente o número de casos. Consequentemente, elas diminuem o número absoluto de complicações graves como a SGB. Os autores do estudo reforçam essa mensagem. Enquanto não houver um tratamento antiviral eficaz, evitar a infecção também evita complicações.

O que é a Síndrome de Guillain-Barré

A SGB é uma condição neurológica rara. O próprio sistema imunológico ataca os nervos periféricos. O resultado é uma fraqueza muscular que geralmente começa nas pernas. Em casos graves, ela pode dificultar a respiração.

A maioria das pessoas se recupera. Contudo, o processo pode levar meses ou até anos. Alguns pacientes ficam com sequelas permanentes. Por isso, a pesquisa da Fiocruz representa um avanço importante. Ela salvará vidas ao orientar a vigilância e o tratamento precoces.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

Leia também:

Compartilhe:

Links úteis

Participe do nosso grupo no WhatsApp

Siga-nos nas Redes sociais

MAIS LIDAS