Hoje, 2 de abril de 2026, celebra-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data reforça a importância de falar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), reduzir preconceitos e melhorar o acolhimento. Em Goioerê (PR), famílias buscam mais facilidades, como um centro único que nunca saiu do papel.
O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta comunicação, interação social e comportamentos. Não é doença, mas uma diferença no cérebro, visível desde a infância. Cada pessoa é única: alguns evitam contato visual, preferem rotinas fixas ou têm interesses intensos.
O diagnóstico, é por observação, entre 2 e 3 anos, com testes como ADOS e entrevistas com pais. Quanto mais cedo, melhor para terapias.
Os 3 níveis de suporte (DSM-5) definem a ajuda necessária:
| Nível | Descrição | Exemplo de Suporte |
|---|---|---|
| 1 (Requer suporte) | Fala bem, mas luta com amizades e mudanças. | Pouca ajuda para socializar. |
| 2 (Requer suporte substancial) | Dificuldade na fala e rotina; precisa de planejamento. | Ajuda média em comunicação. |
| 3 (Requer suporte muito substancial) | Pouca fala, rigidez alta; assistência diária. | Apoio total no cotidiano. |
Todos os níveis precisam de terapias regulares para inclusão:
Esses serviços evitam bullying, isolamento e melhoram qualidade de vida. Um local centralizado facilitaria: uma ida só, sem filas espalhadas.
Em Goioerê, diversas iniciativas vêm sendo desenvolvidas nos últimos anos para fortalecer o atendimento às pessoas com autismo e suas famílias.
Porém, ainda está muito longe de atender às necessidades das famílias. Em setembro de 2024, a Lei nº 3.086 criou o Centro Multidisciplinar que deveria funcionar na Escola Maria Zilda, reunindo todos esses profissionais em um só lugar. Mas não saiu do papel, deixando famílias sem apoio centralizado.
Indagada sobre o motivo da não implantação do Centro Multidisciplinar do autista, a atual administração, através da Secretaria de Educação, informou que o prédio não tem condições de funcionamento, mesmo que seja reformado. A secretaria não informou se algo está sendo planejado, neste sentido.
O Centro Multidisciplinar seria ideal para os atendimentos para os autistas em Goioerê. Hoje, os atendimentos são realizados da seguinte forma:
Apoio existe, mas espalhado como é hoje causa transtornos. Políticas públicas precisam avançar para inclusão real. Esse é um assunto que merece uma atenção especial para facilitar a vida daqueles que sofrem diariamente com necessidades especiais de acompanhamento.
Inclusão começa com empatia. Goioerê avança, mas um centro único mudaria vidas.
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