A tecnologia dos drones revoluciona a pulverização nas lavouras paranaenses. Nos últimos anos, o uso desses equipamentos na agropecuária ganhou força. A ferramenta versátil reduz custos para os produtores. Além disso, ela acelera os serviços dentro da porteira. A pulverização por drone também viabiliza operações em áreas complicadas. Terrenos com relevo acentuado, por exemplo, dificultavam o trabalho dos tratores. Agora, a tecnologia aérea supera essa limitação.
Em Castro, nos Campos Gerais, Kelly Alves Taborda lidera o uso de drones na região. Ela aplica a tecnologia em sua propriedade há quase seis anos. A produtora buscou capacitação no curso do Sistema FAEP. O marido João Carlos Taborda e o filho Lucas Gabriel Petrech também fizeram o treinamento (foto).
Kelly explica os motivos da mudança. “A gente tinha muita dificuldade na pulverização“, conta ela. A propriedade depende de maquinário tradicional. As áreas, no entanto, são degradadas com muitos aclives. Trabalhar com trator nessas partes apresentava riscos. Além disso, a lavoura sofria com o amassamento. “Então começamos a pesquisar sobre drones”, revela a produtora.
O filho Lucas Gabriel, orgulho da mãe, segue para os Estados Unidos. Ele conquistou uma bolsa na Universidade de Iowa. “Ele sempre acompanhou a tecnologia“, ressalta Kelly. O jovem entende a evolução do agronegócio. “Há tempos, eu dou espaço para as ideias dele“, completa a produtora.
Em Juranda, na região Centro-Oeste, Lígia Ganacin adotou a pulverização por drones há quatro anos. A tecnologia deu tão certo que a família criou uma empresa. Lígia firmou parceria com o marido Anderson Ganacin. O filho Leônidas Perri Ferreira também participa do negócio. A empresa terceiriza o serviço de pulverização para outros produtores rurais. Leônidas, portanto, pilota os drones na operação.
Lígia lista as vantagens da tecnologia. “A tecnologia é fácil de operar“, afirma ela. O produtor aplica defensivos sem sair do barracão. O consumo de água também reduz significativamente. “As pessoas acham interessante“, completa a empresária. Elas vêm atrás para ver o funcionamento. Dessa forma, a família compartilha conhecimento com a comunidade.
Leônidas projeta um futuro promissor. “Nosso plano é expandir a aplicação com drones“, diz o jovem. Ele pretende entrar na prestação de serviços. “O que a gente mais discute são as inovações“, complementa o piloto. Ele sempre pensa em algo tecnológico. Leônidas já virou referência para outros jovens agricultores. Sua influência atravessa fronteiras atualmente. Ele ajuda um amigo de infância no Mato Grosso. O amigo comprou um drone igual para operar na propriedade do pai.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destaca a importância dos treinamentos. “Os cursos proporcionam qualificação aos produtores“, afirma ele. Com conhecimento, os agricultores tomam decisões mais assertivas. Eles gerenciam melhor a propriedade. Acima de tudo, adquirem confiança para inovar.
As trajetórias de Lígia e Kelly mostram uma nova sucessão no campo. A passagem de bastão vai além da transferência de terra. Leônidas e Lucas Gabriel representam a próxima geração. Eles superam desafios práticos com ousadia. Buscam capacitação constante. Por fim, transformam a tecnologia em negócio sustentável.
Fonte: FAEP – Assessoria
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