Feminicídio de adolescente indígena termina com condenação de 31 anos
Feminicídio de adolescente indígena Avá-Guarani em Guaíra resulta na condenação de homem a 31 anos e 3 meses de prisão.

O feminicídio de uma adolescente indígena de 17 anos terminou com a condenação de um homem de 68 anos pelo Tribunal do Júri de Guaíra, no Oeste do Paraná. A sessão ocorreu na sexta-feira (24), e a Justiça fixou a pena em 31 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
O condenado já estava preso preventivamente. Por isso, ele permanecerá na prisão para cumprir a pena.
Crime ocorreu em aldeia indígena
O homicídio aconteceu em 20 de fevereiro de 2025, na Aldeia Tekoha Yhovy, em Guaíra. Segundo as investigações, o acusado foi até a casa da vítima e aproveitou o momento em que ela estava apenas com duas crianças.
Em seguida, o homem desferiu diversos golpes de arma branca contra a adolescente. A vítima morreu no local. Logo depois, o autor fugiu.
Ministério Público apontou qualificadoras
Na denúncia, o Ministério Público do Paraná afirmou que o crime ocorreu por razões da condição do sexo feminino. Além disso, a acusação sustentou que o caso envolveu relação íntima de afeto e menosprezo à condição de mulher.
O órgão também apontou as qualificadoras do emprego de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme a denúncia, o acusado surpreendeu a adolescente dentro da própria residência.
Jurados acolheram a acusação
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público. Dessa forma, os jurados condenaram o réu por feminicídio qualificado, conforme os termos da denúncia.
Por outro lado, o Conselho rejeitou os argumentos da defesa. Os advogados tentaram afastar a qualificadora do feminicídio e defenderam a ocorrência de legítima defesa.
Justiça fixa indenização à família
Além da pena de prisão, o Juízo determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 50 mil aos familiares da vítima. O valor busca reparar parte dos danos causados pelo crime.
Enquanto isso, representantes da comunidade indígena Avá-Guarani acompanharam todo o julgamento. Segundo o Ministério Público, a presença dos indígenas simbolizou a busca por justiça e o respeito à memória da adolescente.
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