O clima de festas e a chegada das férias escolares trazem um alerta para pais e responsáveis. Dados recentes mostram um crescimento significativo no número de fraturas nas crianças atendidas em prontos-socorros. O Dr. Guilherme Martins, médico ortopedista, destacou a sazonalidade desse fenômeno durante sua participação no programa Almanaque, da 104 FM.
“Vai chegando no fim do ano e a molecada se machuca mais. Principalmente pelo clima que propicia as atividades, a entrada das férias e as festanças, é um combo perfeito para os acidentes acontecerem“, explica o Dr. Martins. Segundo ele, há um aumento considerável de casos nos hospitais, com crianças quebrando pés, dedos e braços.
As fraturas mais frequentes, de acordo com o ortopedista, são nos dedos das mãos. Atividades como esportes com bola ou quedas são as principais causas. Além disso, os ossos do antebraço e punho também são muito afetados, geralmente em quedas de parques e brincadeiras.
Contudo, novas modalidades de transporte e lazer estão elevando o número de lesões. “O que tem chegado muito, no Pronto-Socorro, são fraturas decorrentes de acidentes de patinete e skate elétricos“, revela Dr. Martins. Ele ressalta a importância da segurança, pois os acidentes com esses equipamentos são cada vez mais frequentes e preocupantes.
Quando um acidente acontece e há suspeita de fratura, a calma é fundamental. Diante de uma criança machucada, o Dr. Guilherme orienta:
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É importante saber que o osso da criança é diferente do osso adulto. “O osso da criança é um osso que está em formação, é um osso mais cartilaginoso“, detalha o Dr. Martins. Isso significa que as fraturas infantis podem apresentar características únicas, como as “deformidades plásticas”, onde o osso apenas “trinca” sem se quebrar completamente, semelhante a um galho verde que dobra.
O tratamento também é adaptado. Na maioria dos casos, a redução da fratura (colocar o osso no lugar) é feita no centro cirúrgico com a criança sedada, para evitar dor e trauma. Um fluoroscópio, um tipo de raio-X portátil, é usado para garantir o alinhamento perfeito. O uso de gesso é comum, e raramente é necessária fisioterapia, pois o osso jovem tem alta capacidade de recuperação.
Dr. Guilherme Martins atende no pronto-socorro da Santa Casa para urgências e emergências, e realiza consultas no Hospital Santa Maria, atendendo convênios e particulares.
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