Gaeco prende grupo por furto de cargas em Paranaguá
Operação Estanque do Gaeco investiga esquema de furto de cargas na modalidade "vazada" em Paranaguá. Grupo desviava soja e fertilizantes de caminhões nas rodovias.

O Gaeco deflagrou a Operação Estanque na manhã desta sexta-feira (24) em Paranaguá. A investigação apura a atuação de um grupo organizado especializado em furto de cargas. Os criminosos utilizavam a modalidade conhecida localmente como “vazada”. O Núcleo Regional de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado coordenou a ação. O Ministério Público do Paraná também participou das investigações.
A prática criminosa segue um padrão bem definido. Os envolvidos abrem bicas dos caminhões. Em seguida, utilizam tombadores dos veículos. Dessa forma, a carga começa a se espalhar pela rodovia. Os produtos desviados incluem fertilizantes, soja, farelo de soja e outras commodities. Depois disso, terceiros arregimentados pelo grupo recolhem o material espalhado no asfalto.

Mandados foram cumpridos no litoral
A Justiça expediu cinco mandados de busca domiciliar. As ordens judiciais partiram da 2ª Vara Criminal da comarca de Paranaguá. Os alvos das buscas estão no litoral do estado. O Grupamento de Motos da 1ª Companhia do 9º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) deu apoio à operação. Durante o cumprimento das ordens, os agentes apreenderam celulares dos investigados. Os aparelhos passarão por perícia técnica. Portanto, os dados extraídos poderão auxiliar na continuidade das investigações.
Cargas furtadas eram revendidas
A investigação revelou um esquema bem estruturado de receptação. As cargas furtadas na modalidade “vazada” seguiam para compradores específicos. Esses receptadores justificavam a posse do material como “varreduras de caminhões”. Contudo, a polícia descobriu que se tratava de produto de crime. Dessa forma, os envolvidos lucravam duplamente com o esquema.
As investigações também identificaram outros métodos criminosos. Os envolvidos utilizavam táticas diversas para reduzir a velocidade dos caminhões. Em alguns casos, provocavam a parada total dos veículos. Tudo isso facilitava a subtração das cargas. Assim, o grupo agia de forma planejada e coordenada.
Operação Estanque segue em andamento
O nome da operação faz referência à necessidade de conter o vazamento de cargas nas rodovias. O Gaeco continua as investigações para identificar outros envolvidos. Os celulares apreendidos passarão por análise aprofundada. Por fim, a polícia aguarda os laudos periciais para novas fases da operação. Ninguém foi preso até o momento. Porém, as buscas domiciliares representam um primeiro passo importante.
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