A gasolina pode registrar uma redução nos próximos dias, segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Nesta quarta-feira (1º), ela afirmou que o combustível deve acompanhar o comportamento dos preços internacionais, assim como ocorreu recentemente com o diesel e o querosene de aviação (QAV).
De acordo com Magda Chambriard, todos os combustíveis comercializados pela estatal seguem a tendência do mercado internacional.
Segundo a presidente, a gasolina também deverá acompanhar esse movimento. No entanto, a Petrobras ainda avalia o cenário antes de definir um eventual reajuste.
A Petrobras atribuiu a redução dos preços ao enfraquecimento dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado de petróleo.
Além disso, a retomada da circulação de navios pelo Estreito de Ormuz contribuiu para aumentar a oferta mundial. Dessa forma, o preço do barril do petróleo tipo Brent voltou ao patamar de cerca de US$ 70, próximo ao registrado antes do conflito.
Durante o período mais crítico da crise, o barril chegou a ultrapassar US$ 110.
Magda Chambriard explicou que a Petrobras acompanha diariamente o mercado internacional. No entanto, a empresa evita repassar toda a volatilidade ao consumidor brasileiro.
Segundo ela, reajustes frequentes podem provocar instabilidade e reduzir a participação da estatal no mercado. Por isso, a companhia adota uma política de preços baseada em análises técnicas e cautelosas.
Enquanto os preços internacionais recuam, o governo federal iniciou a retirada gradual dos subsídios concedidos às empresas produtoras e importadoras de combustíveis.
Na terça-feira (30), o governo encerrou o benefício de R$ 0,35 por litro aplicado ao diesel. Além disso, o Ministério da Fazenda estuda retirar o subsídio de R$ 0,44 por litro destinado à gasolina.
Questionada sobre a possibilidade de reduzir o preço da gasolina antes dessa mudança, Magda Chambriard afirmou que ainda considera a discussão prematura.
Nos últimos dias, a Petrobras anunciou a redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel. Além disso, nesta quarta-feira (1º), a estatal diminuiu em 14,5% o preço do querosene de aviação vendido às distribuidoras.
Agora, o mercado acompanha a expectativa de um possível corte também no preço da gasolina, caso a tendência de queda do petróleo no mercado internacional continue nas próximas semanas.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL
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